Fotos : ASPAFF EM AÇÃO

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O IMPACTO DO LIXO NA VILA DE ITAITU

A disposição final de resíduos urbanos domiciliares em aproximadamente 80% das cidades brasileiras é realizada diretamente sobre o solo sem nenhuma impermeabilização, sem drenagem e tratamento para o chorume. Assim, a migração de contaminantes para o solo abaixo dos Aterros de Resíduos Urbanos passa a ser uma questão de relevância. Atualmente, existem normas que regulam a implantação dos aterros, e uma dessas regras é a implantação de mantas impermeabilizantes que evitem essa infiltração. É necessário também que haja a retirada desse líquido, por sistemas de drenagem eficientes, com posterior tratamento dos efluentes sem que agrida o meio ambiente. Gases também são liberados e podem ser aproveitados como combustíveis, o que pode trazer benefícios financeiros. Outras maneiras ambientalmente mais viáveis são a reciclagem, a compostagem, a reutilização e a redução.

A região de Jacobina e suas elevações acima de 1000 m favorecem o acúmulo de água e o surgimento de inúmeras nascentes que abastecem um grande número de pessoas. Parte desse patrimônio natural que hospeda importantes espécies de animais e vegetação centenária encontra-se ameaçado pelo lixo e a produção do chorume, principalmente na região do entorno da Vila de Itaitu, um importante reduto natural preservado que abriga inúmeros rios e cachoeiras (Foto 1).
Foto 1 (A)
Foto 1 (B)
Foto 1 (A) – Lixo a céu aberto contendo diversos materiais no entorno da Vila de Itaitu (foto retirada no site http://www.rota324.com.br/2016/04/nao-parece-mas-essa-imagem-e-em-itaitu.html; (B)-Mesmo lixão com uma camada de terra sobre o lixo (20/05/2016). 
Coord: 337725 /8745069 m

O chorume é uma substância líquida resultante do processo de putrefação (apodrecimento) de matérias orgânicas. Este líquido é encontrado em lixões e aterros sanitários. É viscoso e possui um cheiro muito forte e desagradável (odor de coisa podre).  Caso não seja tratado, o chorume pode atingir rios, córregos e os lençóis freáticos (Figura 1). Neste caso, os peixes podem ser contaminados e, caso a água seja usada na irrigação agrícola, à contaminação pode chegar aos alimentos (frutas, verduras, legumes, etc).

Além de possuir baixa biodegradabilidade, o chorume carrega metais pesados que os organismos vivos não são capazes de eliminar, acumulando-os. Esse acúmulo pode causar uma série de problemas de saúde, como diarreia, tumores no fígado e tireoide, dermatoses, problemas pulmonares, rinite alérgica, alterações gastrointestinais e neurológicas. 
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Figura 1 – Modelo esquemático de migração do chorume em subsuperfície.
Até o momento nenhum estudo foi conduzido para avaliar os efeitos provocados pelo chorume que se infiltra no solo na região de Itaitu.  Na tentativa de minimizar os riscos ambientais causados pelo lixão e de forma a contextualizar e facilitar a compreensão mais detalhada que a presença de um lixão representa, é apresentado um mapa indicando a localização do lixão e suas áreas de influência. Estas áreas são definidas como Área de Influência Indireta – 1,5 km, Área de Influência Direta – 1 km e Área Diretamente Afetada – 0,5 km (Figura 2).  

Este mapa indica que a Vila de Itaitu está situada dentro da Área de Influência Direta do lixão (raio de 1 km). Indica também que para seguir sentido a cachoeira das Arapongas, as pessoas circulam pela estrada que passa ao lado do lixão, o que potencializa o risco de transmissão de doenças. O mapa permite ainda individualizar um conjunto de áreas (córregos e rios) com potencial risco de contaminação por chorume e/ou resíduos urbanos. Estas áreas ficam próximas ao lixão e a Vila de Itaitu e representam risco ao abastecimento de água dos rios, córregos e a da água subterrânea.


Figura 2 – Mapa indicando a localização da Vila de Itaitu e das áreas de influência. 

Em uma época em que as tecnologias ambientais evoluíram, recomenda-se a remoção do lixão deste local e/ou a construção de um aterro sanitário controlado como uma forma de mitigação do problema, o que é previsto no plano nacional de resíduos sólidos. Este novo aterro deve ser construído em um local com base nas características geológicas e hidrogeológicas do terreno, de forma a minimizar seus impactos. Faz-se necessário que a presença do atual lixão seja tratada como um problema ambiental grave, principalmente por estar localizado em um importante reduto natural preservado, que depende da imagem ecológica para prosperar economicamente. É indicado também que seja elaborado um plano de ação que deve incluir uma sondagem elétrica vertical avaliando a “possível” migração de chorume em subsuperfície. Em caso positivo, recomenda-se a realização de um estudo diagnóstico ambiental e posteriormente, monitoramento e remediação/recuperação. Somente assim será possível avaliar a extensão da contaminação e mensurar os seus possíveis impactos. E por fim, que sejam implantadas práticas de coleta seletiva na Vila de Itaitu e seu entorno.

Carlos Victor Rios  da Silva Filho
Geólogo M.Sc.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

"Céu encanta público"


Grupo de Teatro Dona Tea - "A Cerca"
Bonito de ver e ouvir. O Projeto Céu das Artes, que acontece desde o início de abril, tem se consolidado a cada semana. Neste sábado, 07, a programação foi muito elogiada pelos frequentadores do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), bairro Félix Tomaz, em Jacobina.

A cada mês uma nova oficina é iniciada.  Depois de um mês de muita zumba, o fotógrafo Eugênio Junior iniciou a Oficina de Fotografia ‘Educando o Olhar’, que acontece até dia 28 de maio (aos sábados), com técnicas e manuseio do equipamento fotográfico.

Como o Céu das Artes também é informação e fomento, foi realizada mesa redonda sobre o Plano Municipal de Cultura. Artistas de Jacobina e Capim Grosso participaram da discussão mediada pela Representante Territorial de Cultura do Piemonte da Diamantina, Inaiara Nunes, e que teve a participação do promotor de Justiça, Pablo Almeida, de Luciene Rosa, presidente do Conselho de Cultura de Capim Grosso, e Fábio Carvalho, representante do Conselho Municipal de Política Cultural de Jacobina.

As atrações capim-grossenses Grupo Teatral Dona Tea, com o espetáculo ‘A Cerca’, e Afro Som, foram o ponto alto da noite e encantaram o público. Quadra lotada, o público riu, dançou, cantou... interagiu com os artistas.

O projeto ainda trouxe exposição do artista plástico Almaques Gonçalves, de Dinda Flor (artesanato em couro); Bahia Babaçu (cosméticos a partir da matéria prima); Sítio Timbau; APAE; Associação Ser Brasileiro & Solidário com a venda de artesanato e produtos da gastronomia regional, da artesã Minita Montenegro, dentre outros artistas da cultura popular regional.

Sobre o Projeto

Aprovado no Edital Agitação Cultural, da Secretaria de Cultura da Bahia, o Céu das Artes vem dinamizando a Praça do CEU, promovendo a difusão de expressões artísticas tradicionais da cultura regional e, ainda, proporcionando meios de geração de renda e valorização.
O Céu das Artes tem a realização da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Afro Som
 Veja mais fotos no link: https://www.facebook.com/ceudasartesjacobina/photos

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Céu das Artes - programação 07/05

Programação deste sábado, 07/05

15h
Oficina de Fotografia ‘Educando o Olhar’
Ministrante Eugênio Júnior
Sala Multimídia
De 07 a 28 de Maio (aos sábados)


18h30
Mesa Redonda
Tema: Plano Municipal de Cultura
Sala Multimídia

19h30
Grupo Teatral Dona Tea
Espetáculo ‘A Cerca’
Sala Multimídia

20h30
Afrosom
Quadra poliesportiva

Expositor da semana: Minita Montenegro

Abril termina consolidando projeto Céu das Artes


O mês de abril foi de extensa programação artística cultural na cidade de Jacobina, Centro-Norte do estado. Em cinco sábados consecutivos, o projeto Céu das Artes realizou oficinas, exibições cineclubistas, exposições artísticas (fotografia, artes visuais/plásticas, artesanato), espetáculos teatrais, apresentações musicais/culturais/de dança, dentre outras atividades.

Aprovado no Edital Agitação Cultural, da Secretaria de Cultura da Bahia, o Céu das Artes vem dinamizando o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), bairro Félix Tomaz, promovendo a difusão de expressões artísticas tradicionais da cultura regional e, ainda, proporcionando meios de geração de renda e valorização.

Com início no sábado, 02 de abril, o Céu das Artes acontece por cinco meses contemplando o público com uma série de atividades culturais gratuitas. Até o momento, mais de 1000 pessoas já assistiram e/ou participaram das ações do projeto.

De acordo com o coordenador Técnico do Céu das Artes, Richard Silva, “chegar ao quinto sábado com um público consolidado, nos diz que os agentes culturais e o público têm absorvido a proposta e que existe consumidores ávidos de cultura e artistas ávidos a criares”.

Oficina de Zumba, apresentações cineclubistas - sobre Autismo, Segurança Alimentar e Nutricional, Ecoturismo, Surdez e Direitos da Criança e do Adolescente -, Teatro Sarau das Seis, Teatro Artefato, Bumbeiros de Serrolândia, Dança Cigana, Recicla Som, Apresentação de Capoeira, samba de roda e dança de côco e a Filarmônica 2 de Janeiro, foram apenas algumas das expressões artísticas culturais que fizeram do projeto palco para as suas artes.

O Céu das Artes tem a realização da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
 

quinta-feira, 28 de abril de 2016


 

O projeto Céu das Artes, que com apresentações gratuitas de arte e cultura contribui para dinamizar o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), bairro Félix Tomaz, em Jacobina, encerra o mês de abril com extensa programação.

Quem for ao CEU neste sábado, 30, poderá participar de oficina, apresentações cineclubista e de teatro, música ao vivo e exposições. A novidade desta semana é o Bazar Beneficente dos Amigos, iniciativa da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que acontece simultaneamente ao evento.

De acordo com Kátia Novaes Leite, diretora da APAE, “o objetivo do bazar é criar eventos culturais de entretenimento, a fim de arrecadar fundos para a associação, incentivar a compra e venda de produtos locais, agregar artesãos da cidade e apoiar grupos de voluntários”.

Ainda foram confirmadas as participações de Dinda Flor (artesanato em couro); Bahia Babaçu (cosméticos a partir da matéria prima); Grupo de Artesãs do Solar da Missão; Exposição do artista plástico Almaques Gonçalves; Exposição Fotográfica de Alex Félix; grupo voluntário de proteção animal Anjos de Rua com venda de produtos para a compra de ração e remédios para os animais de rua; Associação Ser Brasileiro & Solidário com a venda de artesanato e produtos da gastronomia regional.

O Céu das Artes tem a realização da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Programação do sábado, 30/04

16h
Oficina de Dança – Zumba
Professora Rose Furacão
Sala Multiuso I
De 02 a 30 de abril (aos sábados)

18h30
Apresentação Cineclube
Tema: Direitos da Criança e do Adolescente
Sala Multimídia
*Censura 12 anos

19h30
Teatro Sarau das Seis
Cenas: "Me escuta" (abuso sexual infantil) e "Tão jovem" (aborto e gravidez na adolescência) Sala Multimídia

20h30
Voz, violão e flauta doce com Marcos Trindade e Gisélia
Quadra poliesportiva

Simultâneo à programação acontece o Bazar Beneficente dos Amigos
Iniciativa da APAE/ Jacobina   

Mais informações:
Richard Silva
Contato: (74) 9 8109-4467 / 9 9198-4416

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Céu das Artes traz programação gratuita para Jacobina

20 sábados de atividades culturais, democratizando o acesso a obras de artistas regionais

                   


Durante cinco meses, Jacobina terá uma programação cheia de eventos gratuitos, contemplando o público com uma série de atividades culturais. Trata-se do projeto Céu das Artes que iniciou em abril, no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), bairro Félix Tomaz.

Aprovado no Edital Agitação Cultural, da Secretaria de Cultura da Bahia, o Céu das Artes tem o objetivo de dinamizar o CEU promovendo a difusão de expressões artísticas tradicionais da cultura do Território de Identidade Piemonte da Diamantina, bem como proporcionar meios de geração de renda e valorização da cultura popular.

Com programação regular semanal, por 20 sábados, a iniciativa contará com exposições artísticas (fotografia, artes visuais/plásticas, artesanato), espetáculos teatrais, apresentações musicais/culturais/de dança, exibições cineclubistas, além de formação nas áreas culturais (cordel, incentivo à leitura e escrita, fotografia, dança, capoeira), democratizando o acesso a obras de artistas do Território.

O coordenador Técnico do Céu das Artes, Richard Silva, explica que o Céu das Artes terá uma infraestrutura que permitirá aos expositores e visitantes contemplarem as potencialidades artísticas, culturais, gastronômicas e da economia criativa do território. “Além de uma excelente opção de lazer para toda a família, o projeto irá apresentar/difundir, valorizar e fomentar o que a nossa cultura tem de melhor. Vale a pena prestigiar”, garante Richard.

O Céu das Artes tem a realização da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Incêndios florestais no Piemonte da Diamantina se aproximam das Ruínas das Figuras

O fogo ainda atinge localidades de Jacobina, Miguel Calmon e Caém

Há cerca de um mês, o Piemonte da Diamantina sofre com os incêndios florestais. Localidades do município de Jacobina, Miguel Calmon, Caém (confira gravação), Saúde e Mirangaba foram as mais afetadas. No Parque Estadual das Sete Passagens (Pesp)estimam-se mais de 40 hectares destruídos pelo fogo, até o momento. Entre Caém e Jacobina, as chamas têm se aproximado das ruínas da Igreja das Figuras, importante construção da época áurea do garimpo, idealizada pelo desbravador Romão Gramacho, que já foi palco para grandes celebrações. 


Ruínas das Figuras. Foto: Eugênio Junior

O lugar faz parte da rica história regional e está rodeado por rios, sendo, ainda, reduto de descobertas arqueológicas. “Qualquer dano ali seria irreparável! Estamos com um projeto de transformar o lugar em uma unidade de conservação, que mantenha o seu patrimônio histórico, artístico e cultural, além de beleza cênica. Isso vai além do tombamento”, declara o promotor de justiça Pablo Almeida.  
 
Em Mirangaba, voluntários, brigadistas, guardas municipais e bombeiros conseguiram debelar os focos no início da semana passada. Na região das Cachoeiras da Jaqueira/Arapongas e da famosa Véu de Noiva, ambas no distrito de Itaitu, principal ponto turístico da região, que faz divisa com o Parque, o fogo já foi controlado. No entanto, ainda passam por combate a comunidade Jabuticaba, situada nos arredores da mineradora Yamana Gold, em Jacobina, ao lado da Coreia (assista ao vídeo) e da Serra do Cruzeiro, em Itaitu, e de localidades do município vizinho Caém. Entre Jacobina e Miguel Calmon, já são mais de 800 hectares devastados pelos incêndios ou sob sua influência. 

Foto: Saulo Côrte

Segundo o geólogo Carlos Victor Rios, que integra o Comitê de Gerenciamento de Crise, instaurado no início da semana passada, em Jacobina, para implantar plano de ação emergencial contra os incêndios florestais na região, há preocupação com o acúmulo de matéria orgânica, que pode ser chamada de turfa. “Sob certas circunstâncias e com o tempo geológico adequado, essa turfa se transforma em carvão mineral, liberando gás metano,  que é inflamável. Um incêndio em uma turfa faz com que o fogo queime e se propague no subsolo de forma lenta  por dias ou meses e por grandes extensões. Por isso é preciso muita atenção para evitar que os incêndios retornem, caso não sejam devidamente umedecidos", alerta.

Foto: Saulo Côrte

Voluntários da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), acompanhados por brigadistas da mineradora e de Jaguarari (Jaguatirica), bombeiros de Juazeiro, integrantes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) - Regional Senhor do Bonfim, funcionários do Pesp, das agências Eco Sistema Adventure e Simões Turismo, Prefeitura de Miguel Calmon e Cooperativa Recicla Jacobina, além de moradores, revezam-se no combate. Um helicóptero Esquilo com bambi-bucket (bolsa própria para armazenamento e lançamento de água) chegou à região na quarta-feira, 16, mas ainda não foi utilizado, primeiramente por problemas técnicos, em seguida, pelas condições de voo (fortes ventos), o que dificulta o transporte de mantimentos e materiais para os combatentes. As prefeituras de Jacobina e Miguel Calmon têm contribuído com a alimentação e ajudado na logística dos brigadistas e equipes de apoio. A Prefeitura de Caém está se articulando para oferecer o mesmo apoio, enquanto o Inema também auxiliou os grupos com a doação de equipamentos. 

Combatentes em Itaitu. Foto: Saulo Côrte

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou, na semana passada, que irá instaurar inquérito civil para apurar os motivos da falta de adoção de controle de queimadas, prevenção e combate na região. O órgão já disponibilizou 25 rádios de comunicação, bem como veículos e servidores para auxílio administrativo. As defensorias da Bahia e da União entraram em cena e ajuizaram uma ação civil pública, requerendo material e pessoal para controlar o fogo em toda a Chapada Diamantina. Nessa sexta-feira, 18, em virtude do não cumprimento da medida, as instituições ingressaram com o pedido de execução de multa. Diante desse contexto, o promotor Pablo Almeida ajuizou ação cautelar, deferida nesse domingo, 20, pelo juiz plantonista Luís Henrique Araújo, para que os municípios de Jacobina, Miguel Calmon, Caém e Mirangaba recebam mais dois helicópteros modelo Esquilo, dois aviões Air Tractor, 30 barômetros (destinado à medição da direção e intensidade dos ventos), 50 equipamentos de proteção individual (EPIs) completos - incluindo macacões, botas, máscaras, abafadores, enxadas, facões - e 50 trabalhadores rurais para fazer aceiro, limpeza do terreno para impedir acesso do fogo. As responsabilidades serão divididas entre o governo do estado e a mineradora Yamana Gold (50% para cada um), no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 e 500 mil, respectivamente. A medida deve continuar enquanto houver fogo e 24 horas após ser declarado oficialmente cessado pelo Comitê de Gerenciamento de Crise.

Foto: Saulo Côrte

Faça a sua parte!
As equipes estão precisando da sua ajuda com alimentos, água, equipamentos de proteção e combate, especialmente botas. Nos municípios de Miguel Calmon e Jacobina, as secretarias de meio ambiente estão recebendo doações. Neste último, o Ginásio de Esportes e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) também são pontos de coleta. Clique aqui e participe do financiamento coletivo que integra a campanha “SOS Piemonte da Diamantina”!

Turismo & Natureza

Alguns municípios do Piemonte da Diamantina fazem parte do roteiro turístico Chapada Norte. Suas dezenas de cachoeiras, grutas, sítios arqueológicos, espaços propícios para a prática do ecoturismo e esportes de aventura, a exemplo do rapel, da escalada, do mountain bike, motocross e voo livre, atraem turistas de diversas regiões do país, bem como estrangeiros. Apesar de o turismo ainda estar se desenvolvendo na região, opções não faltam para os visitantes. Além do Parque Estadual das Sete Passagens, o distrito de Itaitu, em Jacobina, conhecida como a “Cidade do Ouro” ou “Cidade-Presépio”, é a principal escolha dos aventureiros, com seu clima bucólico, rodeado por serras e cachoeiras. A mais famosa é a Véu de Noiva: 60m de altura e ótimo poço para banho, chamada de Cachoeira do Clarindo pelos nativos, em homenagem ao antigo dono de suas terras.


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Incêndios florestais continuam no Piemonte da Diamantina


Incêndios florestais no Piemonte da Diamantina já comprometem unidade de conservação



Divulgação: Assessoria de Comunicação da ASPAFF Chapada Norte


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Incêndios florestais continuam no Piemonte da Diamantina

O fogo chegou ao Parque Estadual das Sete Passagens (Pesp), em Miguel Calmon, e ainda atinge outros municípios, como Jacobina e Caém

O mês de dezembro começou em chamas para os moradores do Piemonte da Diamantina. Parte do seu patrimônio natural tem sido consumido por incêndios florestais, com destaque para localidades do município de Jacobina; Miguel Calmon, onde está o  Parque Estadual das Sete Passagens (Pesp), que já teve mais de 40 hectares destruídos; Saúde e Caém (confira gravação do sobrevoo na manhã desta sexta-feira). Em Mirangaba, voluntários, brigadistas, guardas municipais e bombeiros conseguiram debelar os focos no fim da tarde de terça-feira, mas mantêm o monitoramento para evitar reignição.

Nessa quinta-feira, 17, o fogo na Grota da Dona Antônia (Pesp); na comunidade Jabuticaba, situada nos arredores da mineradora Yamana Gold, e na região da Jaqueira/Arapongas, cachoeira do distrito de Itaitu, ponto turístico da região que faz divisa com o Parque, foi controlado, mas ações de rescaldo e monitoramento permanecem.

Focos intensos ainda são vistos na comunidade Coreia (assista ao vídeo), em direção ao Piancó, e nas proximidades da famosa Cachoeira Véu de Noiva, ambas em Itaitu. Os brigadistas precisam de reforços e materiais, especialmente rastelos, enxadetes e botas. Entre Jacobina e Miguel Calmon, já são quase 800 hectares devastados pelos incêndios ou sob sua influência. A meta é debelá-los o quanto antes para iniciar o combate nos municípios vizinhos, principalmente em Caém.

Segundo o geólogo Carlos Victor Rios, que integra o Comitê de Gerenciamento de Crise, instaurado no início desta semana, em Jacobina, para implantar plano de ação emergencial contra os incêndios florestais na região, a maior preocupação é de o fogo se alastrar pelos vales, comprometendo a rica biodiversidade regional. “Também nos preocupa  a saúde das nascentes de Itaitu, que alimentam rios e cachoeiras, pois as queimadas podem  comprometer o abastecimento de água do entorno e as atividades turísticas.  Esse importante reduto ecológico pede socorro!”, alerta.

Voluntários da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), acompanhados por brigadistas da mineradora e de Jaguarari, bombeiros, integrantes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) - Regional Senhor do Bonfim, funcionários do Pesp, das agências Eco Sistema Adventure e Simões Turismo, Prefeitura de Miguel Calmon e Cooperativa Recicla Jacobina, além de moradores, revezam-se  no combate. Um helicóptero Esquilo com bambi-bucket (bolsa própria para armazenamento e lançamento de água) chegou à região na quarta-feira, 16, mas ainda não foi utilizado, primeiramente por problemas técnicos, em seguida, pelas condições de voo (fortes ventos), o que dificulta o transporte de mantimentos e materiais para os combatentes. A Prefeitura de Jacobina tem contribuído com a alimentação e ajudado na logística dos brigadistas e equipes de apoio, enquanto o Inema, com a doação de equipamentos.

O Ministério Público da Bahia informou, na manhã de segunda-feira, 14, que irá instaurar inquérito civil para apurar os motivos da falta de adoção de controle de queimadas, prevenção e combate em Jacobina e Miguel Calmon. O órgão já disponibilizou 25 rádios de comunicação, bem como veículos e servidores para auxílio administrativo.  As defensorias da Bahia e da União também estão em cena e ajuizaram uma ação civil pública, requerendo material e pessoal para controlar o fogo em toda a Chapada Diamantina. Dentre as determinações, estão veículos, kits de combate, apoio aéreo e brigadistas.

Segundo o promotor Pablo Almeida, é preciso que a população se mobilize e contribua mais, diante da dimensão do problema. “As principais dificuldades são de recursos materiais. Principalmente apoio aéreo com força total! Fiz questão de acompanhar o trabalho em campo para sentir as dificuldades e ter uma melhor percepção do que poderia ser mais útil. Se o bambi não conseguir bom resultado, irei judicializar, solicitando, pelo menos, dois helicópteros com esse equipamento efetivo, dois aviões e a chegada do material prometido pelo governo do estado. Vejo o esforço de todos e reconheço o heroísmo das instituições, mas o combate irá entrar na terceira semana...”, lembra.







Faça a sua parte! 
As equipes estão precisando da sua ajuda com alimentos, água, equipamentos de proteção e combate. Nos municípios de Miguel Calmon e Jacobina, as secretarias de meio ambiente estão recebendo doações. Neste último, o Ginásio de Esportes e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) também são pontos de coleta.

Clique aqui e participe do financiamento coletivo através da plataforma online Kickante. Ajude na prevenção e no combate aos incêndios que assolam a região. 

Turismo & Natureza 

Alguns municípios do Piemonte da Diamantina fazem parte do roteiro turístico Chapada Norte. Suas dezenas de cachoeiras, grutas, sítios arqueológicos, espaços propícios para a prática do ecoturismo e esportes de aventura, a exemplo do rapel, da escalada, do mountain bike, motocross e voo livre, atraem turistas de diversas regiões do país, bem como estrangeiros. Apesar de o turismo ainda estar se desenvolvendo na região, opções não faltam para os visitantes. Além do Parque Estadual das Sete Passagens, o distrito de Itaitu, em Jacobina, conhecida como a “Cidade do Ouro” ou “Cidade-Presépio”, é a principal escolha dos aventureiros, com seu clima bucólico, rodeado por serras e cachoeiras. A mais famosa é a Véu de Noiva: 60m de altura e ótimo poço para banho, chamada de Cachoeira do Clarindo pelos nativos, em homenagem ao antigo dono de suas terras.

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Divulgação: Assessoria de Comunicação da ASPAFF Chapada Norte