Fotos : ASPAFF EM AÇÃO

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ações de Saneamento para a Preservação Ambiental

A presença constante de doenças e poluição ambiental em uma comunidade é a razão maior para que as ações de saneamento sejam contínuas. Para a minimização ou erradicação das doenças oriundas da falta de saneamento, diversas ações de saúde pública e de preservação ambiental devem ser implementadas nos ambientes frequentados pelo homem: habitação, cidade, campo etc.

A definição de saneamento segundo Organização Mundial da Saúde (OMS): 
Saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos deletérios sobre seu bem-estar físico, mental e social.

Até o final da década de 1970, Saneamento era entendido como as atividades de água e esgotos. Com isto, a denominação mais comum para saneamento era de Saneamento Básico.

Hoje, o Saneamento é entendido de uma forma mais abrangente, não – somente levando em consideração as ações de água e esgotos, surgindo, assim, o que se chama de Saneamento Ambiental, explicitando melhor a definição da OMS e, por conseguinte, a sua interação com a saúde no meio ambiente.  

Saneamento Ambiental é o conjunto de ações para promover e assegurar condições de bem-estar e segurança a uma população, através de sistemas de esgotos, de abastecimento de água, de coleta e disposição final de lixo, de drenagem das águas e de controle tanto da poluição do ar como da produção de ruído.

O Governo Federal, em 2003, com o então presidente Lula, criou o Ministério das Cidades e a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental – SNSA, órgão do MCidades com as competências, dentre outras, de: formular e propor, acompanhar a implantação e avaliar a Política Nacional de Saneamento Ambiental e o respectivo Plano Nacional, em sintonia com as demais políticas públicas voltadas para o desenvolvimento urbano e regional, e em articulação com a área de saneamento ambiental do Conselho das Cidades; elaborar e propor diretrizes nacionais para o financiamento ao setor de saneamento ambiental. Em 5 de janeiro de 2007, foi sancionada a Lei Federal n° 11.445/07 que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e a Política Federal de Saneamento Básico. E, em 21 de junho de 2010, foi editado o Decreto n° 7.217/10 para regulamentar a referida Lei com o objetivo de detalhar mais a Lei visando a dirimir dúvidas.

Apesar da existência do novo marco regulatório e a retomada de investimentos em saneamento básico, em Jacobina os princípios fundamentais estabelecidos pela Lei n° 11.445/07, ainda há muito por fazer. A exemplo do manejo dos resíduos sólidos, com data para encerramento dos lixões até 2 de agosto de 2014, esperamos que os gestores municipais da nossa cidade, consiga em tempo hábil, eliminar o lixão implantado na via que liga o “Bairro da Jacobina - III ao Bairro Mundo Novo”, via esta bastante utilizada por pessoas que se deslocam para o centro da cidade.

Amilton Mendes de Oliveira
Presidente - ASPAFF CHAPADA NORTE

Novo “Lixão” se forma no centro da cidade
Via de ligação Bairro Jacobina-lll X Bairro Mundo Novo

Fotos: ASPAFF CHAPADA NORTE

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Governo de Bonfim discute implantação de usina de tratamento de resíduos sólidos no município

Na tarde da última quarta feira (6), reuniram-se na Prefeitura de Senhor do Bonfim, representantes do governo municipal (a saber, o secretário de Meio ambiente e Controle Urbano, Antônio Augusto, o conselheiro do Meio Ambiente e Empresário Aparício Pelegrine, acompanhados de assessores e diretores da secretaria do Meio Ambiente e do Patrimônio), o Secretário Executivo do Consórcio Piemonte, José Gonçalves, bem como representantes da FDSP – Fundação Desenvolvimento Setor Público, entidade sem fins lucrativos que viabiliza soluções para destinação de resíduos sólidos.

Naquela ocasião foi discutida a possibilidade de implantação de uma usina de tratamento, com capacidade para processar o lixo produzido em toda a microrregião de Senhor do Bonfim, acabando com o problema do descarte destes materiais no município.

O destino dado ao lixo produzido pela população costuma ser uma área natural e a céu aberto, o que ocasiona, além do impacto ambiental, grandes males à saúde dos moradores que vivem nas cercanias desses locais, dentre outras razões, em decorrência do desenvolvimento desordenado da cidade.

Uma usina, como a que se discute a implantação, teria meios para processar mais de 100 toneladas de lixo por dia, resultando na redução dos impactos ambientais e proporcionando benefícios para a região, seja através da produção adubo orgânico e energia ou ainda no aspecto social, na figura das parcerias, necessárias, firmadas com as cooperativas de catadores.

Na reunião decidiu-se que um novo encontro será agendado para a primeira semana de março, e, além da presença de todos os prefeitos que formam a região de Senhor do Bonfim, contará também com a intermediação do consórcio do Piemonte, uma vez que a usina abrangeria a demanda de todos os municípios circunvizinhos à cidade.
*Por Ascom Prefeitura de Sr. do Bonfim

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Transposição do São Francisco vai contemplar bacia do Rio Itapicuru

O deputado estadual Carlos Brasileiro (PT) comemorou o anúncio do lançamento, nos próximos 30 dias, do edital de licitação para contratação da empresa que fará os estudos de viabilidade do eixo sul da transposição do Rio São Francisco. O projeto federal vai interligar o “Velho Chico” com as bacias dos rios Vaza Barris e Itapicuru, beneficiando os municípios de regiões como o Piemonte Norte do Itapicuru, Sisal e Piemonte da Diamantina.
O projeto foi apresentado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, ao governo baiano. Para agilizar as obras e eliminar problemas como os registrados nos eixos norte e leste, Vaz informou que apostará no Regime Diferenciado de Construção (RDC), que dará maior maleabilidade ao projeto. Ele também informou que a presidenta Dilma Rousseff determinou agilidade e quer assinar a ordem de serviço o mais breve.

“Esta é mais uma obra que vai garantir, definitivamente, o fornecimento de água para dezenas de municípios do norte baiano, acabando de vez com o sofrimento causado pelas estiagens, como a que ocorre atualmente. Além disso, vai impulsionar nossa economia, sobretudo a agricultura irrigada”, citou Brasileiro. O deputado afirmou que tanto a presidenta Dilma quanto o governador Wagner estão preocupados com a questão do abastecimento de água na região e querem executar uma solução definitiva para a questão.

Brasileiro lembrou ainda que entre as ações em vista pelos governos federal e estadual também há a construção da adutora do São Francisco para as regiões de Senhor do Bonfim , Jacobina e Sisal.  Segundo o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, os estudos preliminares, que vão apontar o trajeto da adutora e os custos para a obra, já foram iniciados. A adutora contará com 278 quilômetros de extensão.
Fonte: Ascom Deputado Carlos Brasileiro http://carlosbrasileiro.com.br/noticias/transposicao-do-sao-francisco-vai-contemplar-bacia-do-rio-itapicuru/

Adutora do Rio São Francisco para a região de Senhor do Bonfim terá 278 quilômetros

A adutora do Rio São Francisco, que contemplará a região de Senhor do Bonfim, contará com 278 quilômetros de extensão. No último sábado (05), o governador Jaques Wagner assinou a ordem de serviço para os estudos de viabilidade técnica e anteprojeto do emprendimento hídrico, que, em outras etapas, beneficiará também as regiões de Jacobina e do Sisal. A adutora deverá dar uma solução definitiva para o fornecimento de água em boa parte do norte baiano.

“É o resultado de uma luta histórica, que pode ser comemorado pela população de Bonfim e de toda a região”, afirmou o deputado Carlos Brasileiro (PT), que vem lutando pela implantação do sistema desde 1994, junto com toda a sociedade bonfinense e regional. Como deputado estadual, Brasileiro concentrou esforços para viabilizar, junto ao Governo do Estado, esta obra, que vai atender a centenas de milhares de baianos.

O engenheiro Vinícius Araújo Sousa, gerente da Unidade Regional da Embasa, informou que o empreendimento garantirá a segurança hídrica da região, beneficiando cerca de 700 mil pessoas em 38 municípios, fornecendo água a 386 localidades através de um sistema integrado.

“Essa adutora que vai trazer água do São Francisco vai resolver definitivamente o problema de abastecimento de água em todos esses municípios. É um projeto complexo e já iniciamos o processo dos estudos de viabilidade para dar solução ao problema de falta de água”, afirmou o governador Jaques Wagner. Ele lembrou que ao longo desses seis anos, o governo levou água para mais de três milhões de pessoas por meio de adutoras, cisternas, entre outras ações. “Vamos trabalhar ainda mais para levar água para o semiárido”, enfatizou.

A adutora, segundo a Embasa, será implantada em três etapas. A primeira vai legar água do São Francisco até a região de Senhor do Bonfim. Na próxima fase, contemplará a região de Jacobina. Numa terceira etapa, chegará à região do Sisal. Brasileiro lembrou que as obras da Adutora de Ponto Novo também terão continuidade, e darão ainda mais robustez ao sistema de abastecimento dos municípios.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Leis que protegem o meio ambiente na Bahia estão ameaçadas

A Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA), ingressou com uma proposta de Ação Direta de Inconstitucionalidade em face da Lei Estadual nº 12.377/2011 do Estado da Bahia. Sob o enteder da ABRAMPA, a referida lei alterou outras leis e políticas importantes que protegem o meio ambiente baiano (como a Política Estadual do Meio Ambiente e de proteção à Biodiversidade, a Política Estadual de Recursos Hídricos e a Lei Estadual 11.051/2008), configurando um retrocesso da legislação ambiental, o que é vedado pela Constituição da República.

"A SOS Mata Atlântica vem acompanhando a questão desde início, assim com fez com Santa Catarina, que criou uma lei que reduziu as matas ciliares do Estado. É preciso impedir esses retrocessos na legislação ambiental no Estado", declarou Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação.

Saiba mais sobre a ação no site do Ministério Público da Bahia.

Fonte: SOS Mata Atlântica
Foto: ASPAFF CHAPADA NORTE

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Acúmulo de lixo chama a atenção dos visitantes e turistas na Cachoeira dos Alves


Lixo acumulado na Cachoeira dos Alves

No último sábado (26), membros da ASPAFF CHAPADA NORTE estiveram visitando a Cachoeria dos Alves e ficaram perplexos com a grande quantidade de lixo encontrado naquela localidade. Muito conhecida pela população de Jacobina, a Cachoeira dos Alves é considerada como uma das mais visitadas da região, por ter um fácil acesso e oferecer aos visitantes boas condições de banho e lazer.

Mas, infelismente o local continua não tendo a atenção adequada. Como podemos ver (Foto) uma grande quantidade de lixo estava exposto nas imediações do estacionamento e da trilha que dá acesso a cachoeira, se tornando visível para os turistas e visitantes que ali se encontravam.

A ASPAFF CHAPADA NORTE também denunciou o fato a outros veículos de comunicação, para que a população de Jacobina e região tome ciência e se sensibilizem com esta lamentável situação, e que os órgãos responsáveis pela limpeza pública tomem as devidas providências no que se refere a este triste fato.

Ações locais como educação ambiental e mobilização social podem ser favoráveis para minimizar tais impactos ambientais. É preciso sensibilizar a sociedade, a princípio mobilizar a comunidade local para que sejam atuantes e multiplicadores das ações que beneficiem a comunidade como um todo, melhorando assim a vida de cada um, através do saneamento e do turismo, trazendo maior qualidade de vida para a comunidade.

ASCOM - ASPAFF CHAPADA NORTE
Foto: Marcos Antonio - Associado ASPAFF CHAPADA NORTE.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Gestão Pública: Democracia, Representação e Participação

Na democracia representativa, que vigora no país, as decisões são tomadas no âmbito dos representantes eleitos diretamente pelo cidadão. Contudo, esta forma de democracia complementa-se e aperfeiçoa-se através da implementação dos espaços públicos para a participação popular, que são instâncias consultivas e/ou deliberativas caracterizadas nos conselhos, comitês e fóruns populares os quais permitem o acesso da sociedade civil organizada aos processos de gestão pública.

É importante frisar que as grandes questões da sociedade não podem ser decididas apenas nos gabinetes e salões ocupados pelos nossos representantes eleitos, ao contrário, devem ser discutidos por toda sociedade nas mais diversas instâncias. A participação faz parte do processo de construção e afirmação pública e coletiva de direito, identidade e práticas de emancipação social. Na medida em que se busca tomar parte dos debates que envolvem a vida em sociedade, o cidadão está no exercício da cidadania e precisa ter voz na elaboração das políticas públicas, pois, na medida em que as pessoas discutem questões de interesse amplo, elas tendem a sair do seu mundo de interesses pessoais e passam a ver em uma perspectiva que leva em consideração as necessidades e interesses coletivos.

Os esforços para a implementação de mecanismos para o desenvolvimento com sustentabilidade, requerem intensas negociações entre o governo e os diversos segmentos da sociedade civil, como a forma mais adequada para solução de conflitos. Os espaços públicos, identificados nos conselhos, fóruns e comitês, representam uma das melhores oportunidades para efetivação desta discussão e podem auxiliar no desenho de uma estratégia para ampliação da participação popular na tomada de decisão, a exemplo dos orçamentos participativos e as discussões referentes aos planos diretores municipais.

Os governos, em geral, precisam apoiar mais, oferecendo condições adequadas de funcionamento e aceitando a legitimidade destes espaços públicos de tomada de decisão. A população organiza-se cada vez mais para fazer valer a força da participação, de forma cada vez mais efetiva e organizada, garantindo o acesso popular à discussão dos problemas e o direito a vigilância no cumprimento das ações.

Na medida em que os processos democráticos e formas participativas de tomada de decisão vão sendo implementados, torna-se importante o fortalecimento das organizações da sociedade civil, seja uma associação de moradores, uma entidade de classe ou uma organização ambientalista e/ou de defesa dos direitos do cidadão. Uma atuação de forma articulada poderá ser efetiva na influência das políticas públicas voltadas para uma melhor qualidade de vida da sociedade.

Portanto, garantir a participação da sociedade civil no âmbito destas discussões, além de garantir o que preconiza a lei, é sinal de democracia e inteligência.

Amilton Mendes de Oliveira
Presidente - ASPAFF CHAPADA NORTE

sábado, 19 de janeiro de 2013

PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS MACAQUEIRAS

Antiga Casa da Luz de Jacobina-Bahia
Para entendermos melhor a história do Parque Natural Municipal da Macaqueiras, convidamos os leitores deste blog a fazermos uma viagem pelo tempo. Especificamente ao ano de 1952, a Prefeitura Municipal de Jacobina (PMJ), representada na época pelo Prefeito em exercício o Sr. João Batista Freitas Matos, adquire da Companhia Forace e Luz de Jacobina Sociedade Anônima, representada por seu Diretor Presidente Sr. Gilberto Souza, instalações e equipamentos referentes a iluminação pública e particular da cidade de Jacobina. Quase 50 anos depois, a Câmara Legislativa de Jacobina, na época presidida pelo Sr. Juliano de Carvalho Cruz, decreta, e o Sr. Leopoldo Moraes Passos (Prefeito) sanciona a Lei nº 541 de 26 de setembro de 2001, que denomina de PARQUE NILSON VALOIS COUTINHO a localidade conhecida como MACAQUEIRA, bairro Leader, na cidade de Jacobina.

Estudos técnicos são realizados em meados de 2001 e 2002, sob coordenadoria do Sr. Hildebrando Cedraz Neto, utilizando-se de recursos provenientes do Fundo Nacional de Meio Ambiente, além de recursos da PMJ, objetivando a elaboração do Plano de Manejo do referido Parque.

Ao término dos estudos e elaboração de memorial descritivo da área, o Decreto nº 174 de 19 de setembro de 2002 abre consulta popular ordenada pela norma do art. 22, § 2º, da Lei 9985/2000, permitindo identificar a localização, a dimensão e os limites mais adequados para a Unidade de Conservação.

Enfim, através da Lei nº 651 de 11 de setembro de 2003, é criado o PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS MACAQUEIRAS, integrante do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, elegendo seu órgão gestor a Secretaria de Indústria e Comércio, Mineração e Turismo do Município de Jacobina.

Publicação reeditada. Primeira publicação 26.11.2011.
ASPAFF CHAPADA NORTE 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Cultura: Projeto Cultural será apresentado em Jacobina, Cachoeira Grande e Itaitu.


De 24 a 26 de Janeiro faremos a primeira rodada do Ziri-Ziri, projeto apoiado pelo Calendário das Artes/Secretaria de Cultura/BA.

Durante esse período, passaremos por Jacobina e mais duas comunidades, Itaitu e Cachoeira Grande, realizando em cada uma delas, o espetáculo, exposição com fotografias de Burkina Faso e rodas de conversas abertas sobre oralidade, contos e outros temas afins!

Maiores Informações, Acessem;

Texto e colaboração : Ziri-Ziri: Contos Daqui e Dacolá.

ASPAFF CHAPADA NORTE é parceira deste projeto.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

COMUNICADO

A Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte – ASPAFF CHAPADA NORTE comunica a todos o adiamento da 5ª Edição do Balaio Cultural: Feira de Arte, Cultura e Meio Ambiente de Itaitu, em virtude da grande estiagem que atravessa a região do Piemonte da Diamantina, em especial o Distrito de Itaitu, Jacobina - BA.



Amilton Mendes de Oliveira
Presidente - ASPAFF CHAPADA NORTE

sábado, 12 de janeiro de 2013

Secretários discutem com comunidade redução de água em Ponto Novo-BA

Os secretários estaduais da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, acompanhados pelo superintendente de Irrigação (Sir) da Seagri, Marcelo Nunes, e pela diretora de Águas do Inema/Sema, Maria Amélia de Coni e Moura Mattos, reuniram-se na última sexta-feira do ano (28) com produtores do Distrito de Irrigação de Ponto Novo, para discutir a redução do uso de água das barragens de Ponto Novo e Pindobaçu que, por falta de chuva na cabeceira do rio Itapicuru-Açu, estão em nível crítico. Centenas de produtores, vereadores, empresários e prefeitos participaram da reunião.

Para garantir o consumo humano e a manutenção de cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos gerados pelos produtores do distrito, os secretários informaram que a partir de janeiro o fornecimento de água para irrigação será reduzido de 12 horas/dia para 4 horas dias. “A legislação ordena que a prioridade seja o consumo humano e, se não chover até o final de janeiro, em fevereiro a água será destinada apenas ao consumo humano”, explicou Maria Amélia, depois de apresentar os estudos e monitoramento das barragens realizados ao longo do ano de 2012. “Sabemos que com essa redução haverá perda de produtividade, mas 4 horas/dia de irrigação atende a necessidade hídrica da planta, mantendo os empregos gerados com a produção, principalmente de banana, maior atividade do distrito”, disse Marcelo Nunes, superintendente da Sir.

“Essa é uma notícia que não gostaríamos de trazer, mas a barragem de Ponto Novo chegou ao limite, e não há outra alternativa”, disse o secretário Eduardo Salles. Ele lembrou as ações que estão sendo realizadas para reativar o pivô central, para produção de feno, e as negociações com a Casa Matias, mais importante queijaria de Portugal, para a implantação de um laticínio em Ponto Novo para produção de queijos amanteigados, com leite de cabra e ovelha.

“Acompanhamos durante todo o ano o trabalho e os esforços do governo, através das secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente para garantir o abastecimento de água e a produção”, afirmou Fábio Régis, proprietário do Sítio Barreiras, que produz banana e é responsável pela geração de mais de mil empregos, acrescentando que “a decisão do governo está sendo tomada como muita consciência e equilíbrio”.

O prefeito eleito de Ponto Novo, Adelson Carneiro, solidarizou-se com os secretários, e afirmou que a prefeitura do município estará de portas abertas para os produtores, trabalhando em sintonia com o governo do Estado.

Fonte: Ascom/Seagri

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SOCIEDADE CIVIL E PODER PÚBLICO MUNICIPAL INICIAM DISCUSSÕES SOBRE PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE JACOBINA


Representantes da Cooperativa Recicla Jacobina (em pé da esquerda para direita, Thiago Pires, Guilherme Mesquita) e PANGEA (Moisés)
Nesta quinta (10), no Centro Cultural Edmundo Isidoro, em Jacobina, sociedade civil e poder público iniciaram as discussões sobre o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Estiveram presentes na reunião: a ASPAFF CHAPADA NORTE, a Cooperativa Recicla Jacobina, os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) do Itapicuru e Salitre, o CREA-BA, o Prefeito de Jacobina Rui Rei Matos Macedo, grande parte de sua Assessoria e Secretariado, o Vereador em exercício Tiago Dias, e demais ambientalistas.

Membros da Recicla Jacobina, com apoio da PANGEA, explanaram os trabalhos que já vem sendo desenvolvidos pela Cooperativa, mostrando experiência hesitosa no bairro Inocop, ressaltando a necessidade de parcerias para prosseguimento e ampliação dos trabalhos. Relataram sobre o anseio de otimização dos trabalhos, publicizando a melhoria das condições de trabalho dos catadores, principalmente, no tocante ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e aumento na geração de renda das famílias. 

Sônia  Ferreira, geógrafa, ressalta a importância de "educar para educar", enaltecendo a necessidade de sensibilizarmos a população para ajudar nessa caminhada.

Almacks Luis, CBH Salitre, mostra a importância de atentarmos para a reutilização dos orgânicos, exemplificando a produção de adubos que podem ser utilizados na agricultura e na recuperação de solos empobrecidos pelas ações antrópicas (ação do homem), como os da Caatinga do Moura.

Paulo Henrique Muricy, ASPAFF CHAPADA NORTE e CBH Itapicuru, apresenta sua preocupação com a destinação final do lixo que não será reciclado. "Precisamos ter um aterro sanitário de verdade! Com ipermeabilização das células sépticas, para que o chorume não percole para Lagoa Antônio Teixeira Sobrinho, área esta, que segundo nosso Código Ambiental, aprovado em 31.12.2012, é uma das áreas prioritárias para conservação no nosso município. Precisamos alinhar nossos pedidos ao Estado, de acordo com as prioridades apontadas no PPA 2012-2015 (Plano Pluri Anual), e com certeza  a Bahia dotou recursos para os municípios com esta finalidade. Somos uma referência no Piemonte da Diamantina e precisamos sair na frente. Quero aqui em nome da ASPAFF, nos colocarmos à disposição e aproveitar o momento para mostrar a nossa intenção de fazer parte do Conselho de Meio Ambiente."

Tiago Dias coloca o seu mandato a disposição, e se propõe a ajudar no que estiver ao alcance de sua legislatura.

Rui Macedo, Prefeito de Jacobina, fala sobre a possibilidade de se construir um galpão nos padrões exigidos e se predispõe a buscar recursos para isso. "Vamos estudar uma forma de fazer parcerias. Precisamos agregar valor ao produto que vocês (Recicla Jacobina) estão vendendo. Contem com o meu apoio."

Todos os municípios do Brasil têm até o dia 31.12.2013 para aprovarem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, com penalidades previstas para bloqueio de verbas e convênios para os que não cumprirem o prazo previsto.

Momento da apresentação da Cooperativa Recicla Jacobina, com apoio da PANGEA

Assessoria de  Comunicação ASPAFF CHAPADA NORTE

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

SALVAMENTO DE FÓSSEIS EM JACOBINA-BA

Parte da equipe que participou dos trabalhos de salvamento. Da esquerda para a direita, Aluno Anderson Dantas e Professor Leonardo Morato (UFBA- Barreiras), Aluno Taylan (CETEC-Jacobina), aluno Marcelo (UFBA-Barreiras), Prof. Paulo Fernandes (UNEB – Jacobina), Aluna Juliana (UESB- Jequié), Professor Luciano Leal (UESB – Jequié) . Em pé, o Senhor Joselito Figueiredo Pereira, proprietário do terreno.

No período entre 22 de dezembro de 2012 e o dia 5 de Janeiro do corrente ano foi efetivado o salvamento de fósseis de mamíferos pleistocênicos encontrados na Fazenda do senhor Joselito Figueiredo Pereira, na localidade de Pau de Colher, proximidades de Lages do Batata, no município de Jacobina.

O sítio paleontológico foi identificado por ocasião de uma escavação feita pelo proprietário do terreno, destinada à construção de um poço de acumulação de água pluvial. A existência do sítio paleontológico foi notificada ao Museu Geológico do Estado e à UNEB pelo Professor de geografia Emanuel Carneiro, morador de Lages do Batata, na primeira semana de dezembro passado, tendo sido imediatamente visitada por professores e alunos da UNEB, em companhia da paleontóloga Márcia Xavier, no dia oito de dezembro passado.

Em um esforço conjunto, coordenado pelos professores Paulo Fernandes, da UNEB - Jacobina, Luciano Artêmio Leal, da UESB – Jequié, e Leonardo Morato, da UFBA – Barreiras, e contando com alunos das três instituições mencionadas, além de alunos do CETEC – Jacobina e do Colégio Estadual Felicidade Magalhães, foi montada uma operação de salvamento do material, que corria o risco de ser destruído, já que o período de chuvas na região se aproxima e o proprietário do terreno necessitava concluir urgentemente o revestimento do poço.

Os trabalhos de salvamento revelaram a existência de uma ossada provavelmente pertencente a uma preguiça-gigante, talvez do gênero Eremotherium, tendo sido retirados mais de sessenta exemplares de ossos, como fêmures, costelas, vértebras e outros ossos de grande porte, ainda não devidamente identificados.
Ossos encontrados no sítio paleontológico. O martelo tem cerca de 50 centimetros de comprimento

sábado, 5 de janeiro de 2013

INDÚSTRIA DA SECA - Cisternas de polietileno causam discórdia no Semiárido Brasileiro

Atravessando uma das piores secas de todos os tempos, Governo Federal insiste na implantação de cisternas de polietileno no sertão nordestino, causa discórdia, beneficia empresas estrangeiras e joga "dinheiro pelo ralo". Veja matéria completa sobre fatos do sertão pernambucano que se replicam em outros Estados do Brasil e expulsam o "homem" do campo.


Comparativo da cisterna de polietileno e cisterna de placa


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Incêndio destrói vegetação de serra de mata fechada em Jacobina, na Bahia

Força-tarefa tenta controlar chamas há mais de uma semana na Bahia. Difícil acesso dificulta operação, mas 90% dos focos já foram controlados.

Incêndio consome serra na região da Chapada Diamantina (Foto: Bahia Acontece/Arquivo)

Uma serra de mata fechada próxima à cidade de Jacobina, a 360 km de Salvador, é destruída por incêndio há mais de uma semana. O fogo tem sido controlado por uma força-tarefa formada por 27 bombeiros, militares do Grupamento Aéreo (Graer), uma empresa particular e brigada da mineradora localizada no entorno da serra.

"Já controlamos 99% dos focos. Agora, nesse momento, já passou o período crítico. Estamos aqui há cinco dias, toda a equipe passou o réveillon no combate. Hoje, estamos combatendo os poucos focos remanescentes", explicou o tenente coronel Miguel Filho, coordenador do projeto "Bahia Sem Fogo", do Governo da Bahia. A operação tem sido dificultada por conta da condição da mata, que é densa e de difícil acesso, e devido aos fortes ventos, que aumenta as chamas, além do calor intenso, de acordo com o tenente-coronel. Após o fogo ser controlado, a equipe do projeto fica no local por mais 72 horas para monitorar a situação.

Sobre as causas, o coordenador afirma que a perícia ainda será feita no local, porém adianta que o fogo é provocado pelo homem na maior parte dos casos. "A maioria das vezes é criminoso, mas nem sempre doloso [com intenção]. Se o homem sabe que a umidade não está ajudando, que o clima não permite, por que coloca fogo na mata? O impacto ambiental é grande, é uma mata que nunca havia sido queimada. Quem mais sofre é a fauna", disse.

Já a flora da serra é composta por espécies como samambaia, assa-peixe, crioula, barba-de-bode, batata de teiú, jurema preta, pau de fuso, jurubeba, juazeiro, ingazeira, caatinga de porco, quebra-facão, umburana, angico, pinhão, tábua, barriguda, gameleira, mucunã, manacá, iço, graviola, jenipapo, madeiras de lei, entre várias outras.

Segundo a empresa América Sul, 60 mil litros de água foram usados para a ação de contenção das chamas. A empresa foi contratada pela Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) para ajudar na ação.

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