Nos últimos dias, os noticiários têm informado a grande mobilização do governo Federal e Estadual no combate aos incêndios no entorno do “Parque Nacional da Chapada Diamantina”. Nos incêndios que estão devastando as “Serras de Jacobina”, os focos próximos ao “Parque Estadual da Sete Passagens (PESP)” estão sendo controlados pelos “guias e voluntários” do Parque. Os focos que estão próximos a “Serra João Belo, Canavieira de Dentro, Morro da Viúva e da Lagartixa” o controle está sendo realizado pela Brigada de Incêndio da Jacobina Mineração e Comércio (JMC). Quanto aos focos próximos à sede do município de Jacobina, a exemplo da “Grota da Cachoeira de Aníbal”, voluntários mobilizados pela ASPAFF CHAPADA NORTE estiveram no controle das chamas que se deslocavam para lugares críticos como a “Serra do Cruzeiro”. A situação é bastante preocupante, pois, a falta de materiais para combate aos incêndios, a falta de equipamentos de proteção individual, os riscos que os voluntários estão expostos, e o difícil acesso aos locais, têm contribuído para geração de prejuízos ambientais incalculáveis com as queimadas das matas que protegem as nascentes de inúmeros mananciais da Bacia do Itapicuru, responsável pelo abastecimento de diversas cidades da região sizaleira. Esta situação não é diferente para os demais municípios inseridos nesta região denominada “Piemonte da Diamantina”, onde, se faz necessário cobrar ações de prevenção mais eficientes ao poder público, contra os incêndios que se tornam cada vez mais freqüentes, sem que o conhecimento das origens dos mesmos sejam esclarecidos.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Cadê o CFEM de Jacobina?
A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), estabelecida pela Constituição Federal de 1988, trata do pagamento realizado pelas empresas mineradoras em decorrência da exploração de recursos minerais para fins lucrativos.
Dos recursos originados pela CFEM, 12% são distribuídos para a União (DNPM e Ibama), 23% para o Estado onde foi extraída a substância e 65% para o município produtor.
Os recursos originados da CFEM não poderão ser aplicados em pagamento de dívida ou no quadro permanente de pessoal da União, dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios.
As receitas deverão ser aplicadas em projetos, que direta ou indiretamente revertam em prol, da comunidade local, na forma de melhoria da infra-estrutura, da qualidade ambiental, da saúde e educação.
Dos municípios da Bahia que recebem tal compensação, Jacobina alcançou o “status” de vice-campeã, desbancando municípios como Andorinha, Jaguarari, Barrocas, Brumado, Curaçá, entre outras, arrecadando o montante de R$ 2.727.374,07 (dois milhões setecentos e vinte e sete mil trezentos e setenta e quatro reais e sete centavos). Itagibá, mais uma vez, foi a campeã de arrecadação, com repasse de R$ 6.605.887,15 (seis milhões seiscentos e cinco mil oitocentos e oitenta e sete reais e quinze centavos).
Caros leitores, fazendo as contas, podemos afirmar que no ano corrente, Jacobina recebeu a quantia de R$ 1.772.793,14 (Um milhão setecentos e setenta e dois mil setecentos e noventa e três reais e quatorze centavos).
Agora ficamos a nos perguntar:
- Quanto deste repasse foi de fato investido na melhoria da qualidade ambiental do município?
Como temos conhecimento de que o Código Ambiental Municipal esta sendo reformulado, que tal amarrarmos em lei, uma porcentagem desta quantia para uso específico no meio ambiente, viabilizando, talvez, o custeio de uma Brigada de Incêndio, recuperação de nascentes e matas ciliares, implantação do Plano de Manejo do Parque Natural Municipal das Macaqueiras, entre outras ações.
-Como este montante arrecadado em 2012 foi gasto?
Precisamos saber...
O relatório completo dos repasses pode ser conferido no link: (https://sistemas.dnpm.gov.br/arrecadacao/extra/Relatorios/distribuicao_cfem_muni.aspx?ano=2012&uf=BA).
ASPAFF CHAPADA NORTE
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
INCÊNDIO FLORESTAL EM JACOBINA-BA
Desde o dia 21 deste mês, observa-se a presença de incêndios florestais entre a Grota da Cachoeira do Aníbal e a comunidade Canavieira de Dentro, ambas em Jacobina - BA. De acordo com Amilton Mendes, presidente da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF CHAPADA NORTE), que realizou a contenção do fogo no Morro da Viúva e acompanha há três dias a sua propagação, a direção atual aponta para a Serra do Cruzeiro. “A Grotinha e o Bairro dos Índios estão correndo grande risco, já que se encontram mais próximos das áreas afetadas”, alertou.
O grupo manteve contato com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), cuja sede está localizada na capital baiana, no entanto, o período de tramitação do protocolo para acompanhamento dos encaminhamentos cabíveis (cerca de 72 horas) extrapola o tempo necessário para solução do problema, que demanda urgência. A Secretaria do Meio Ambiente de Jacobina já foi avisada da situação e até o momento nada se fez. Pelo visto, a gestão municipal que se aproxima terá, de imediato, um grande desafio, criar uma brigada de incêndio no município.
Alguns fatores são muito favoráveis para o desenvolvimento de um incêndio: naturais, como a longa estiagem, acidentais ou propositais. Neste acontecimento, a causa ainda é desconhecida. Porém, as consequências devastadoras são visíveis, como a destruição da fauna e flora locais. A ASPAFF conta com a colaboração de todos para a resolução desta tragédia.
Assessoria de Comunicação da ASPAFF CHAPADA NORTE
Fotos: Amilton Mendes
domingo, 11 de novembro de 2012
Circuito Tela Verde - 4ª Mostra Nacional Independente de Produção Audiovisual Independente
O Circuito Tela Verde é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, coordenada pela Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental e executada pelo Departamento de Educação Ambiental, em parceria com a Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura.
A mostra acontece em diversas instituições de todo país, inscrita como espaços exibidores com Salas Verdes, Instituiçoes articuladoras de Coletivos Educadores, Pontos de Cultura, cineclubes, Pontos Cine Mais Cultura, Instituições de ensino fundamental, médio e superior, associações comunitárias, aldeias indígenas, Unidades de Conservação do SNUC, unidades do sistema S, órgãos públicos, entre outros.
A ASPAFF CHAPADA NORTE já recebeu o Kit completo da mostra, contendo aproximadamente 20 filmes, Cartázes da mostra e sinopses, instruções para a exibição e adesivo de espaço exibidor do Circuito Tela Verde. Assim como no ano de 2011, a ASPAFF CHAPADA NORTE estará exibindo a mostra na sala do Cineclube Payayá, localizado no Alto da Missão, Anexo ao Espaço Cultural Luis Eduardo Magalhães - ECLEM, Jacobina -BA e a divulgação das datas das exibições estarão em breve disponíveis aqui no blog na agenda de publicações do Cineclube Payayá.
Maiores informações;
Tragédia: incêndios destroem as belezas naturais das Serras de Jacobina
Os incêndios florestais são muito comuns nesta época do ano, em virtude do forte calor e a estiagem que permanece no estado ou até mesmo no Nordeste brasileiro. Assim foi o mês de outubro em que ocorreu uma das maiores tragédias ambientais da história de Jacobina. Fortes incêndios destruíram de forma devastadora a fauna, flora e as vegetações das serras de Jacobina e seus vales. Entre as localidades atingidas, o incêndio destruiu uma grande área onde se localizam o Parque da Macaqueira, Vale do Brito, Vale do Ribeirão, Estância Bandeirantes, Cocho e Serras próximas a Cachoeira dos Alves. Até a rampa de vôo livre localizada na Serra da Amizade não escapou das fortes chamas.
Além de toda a devastação que destruiu de forma brutal os nossos recursos naturais e corredores ecológicos, os incêndios também trouxeram diversos problemas que afetaram a população de Jacobina, trazendo muitos transtornos e problemas de saúde para a população que vive em torno das localidades atingidas, por respirar durante todo o tempo de atuação dos incêndios uma forte fumaça que cobriu uma boa parte da Zona Urbana e da Zona Rural.
Durante o incêndios houveram diversas mobilizações para tentar combater algo que parecia incontrolável. Diversos voluntários participaram da ação, além da ASPAFF CHAPADA NORTE, também participaram a Policia Militar da Bahia, Corpo de Bombeiros de Senhor do Bonfim-BA, Guarda Municipal, Tiro de Guerra, Grupo Ecológico Serra Verde, Brigada de Incêndios da Yamana Gold, empresa de exploração mineral, que disponibilizou além de homens preparados para o combate, também equipamentos de proteção individual e de combate, como foices, facões, abafadores, água, lanche e até mesmo o caminhão que fica a disposição da brigada de incêndios.
Com isso, estão todos de parabéns por fazer a sua parte. Resoluções acontecem com ações práticas por parte daqueles que acreditam que fazer algo ou alguma coisa por alguém ou pelos problemas do mundo somam forças para solucionar os problemas que afetam a todos. Parabéns aos diversos voluntários espalhados pelos locais atingidos pelos incêndios e a todos que contribuiram de alguma forma, pondo em risco a própria vida em meio a algo tão devastador.
A boa notícia é que já no mês de novembro as chuvas estão aliviando as áreas atingidas por este que acredito ser o maior incêndio ambiental da história de Jacobina, trazendo uma nova esperança de regeneração dessas áreas tão castigadas pelo fogo.
JACOBINA NECESSITA URGENTE DE UMA BRIGADA DE INCÊNDIO !!!
________________________________________
O Fogo e a lei;
- Lei Federal nº 9.605/98 - Lei de Crimes Ambientais.
- Lei Estadual nº 10.431/06 - Política do Meio Ambiente de Proteção a Biodiversidade do Estado da Bahia.
- Decreto nº 6.514/08 - Infrações Administrativas Ambientais.
ASPAFF CHAPADA NORTE denunciou e alertou todos estes focos de incêndios ao orgão competente pelo Meio Ambiente em Jacobina;
JACOBINA NECESSITA URGENTE DE UMA BRIGADA DE INCÊNDIO !!!
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O Fogo e a lei;
- Lei Federal nº 9.605/98 - Lei de Crimes Ambientais.
- Lei Estadual nº 10.431/06 - Política do Meio Ambiente de Proteção a Biodiversidade do Estado da Bahia.
- Decreto nº 6.514/08 - Infrações Administrativas Ambientais.
ASPAFF CHAPADA NORTE denunciou e alertou todos estes focos de incêndios ao orgão competente pelo Meio Ambiente em Jacobina;
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O fim do Código Florestal
A expectativa dos brasileiros de se ter um Código Florestal equilibrado e capaz de proteger o meio ambiente e a vida acabou no fim da tarde de ontem, quando foram pronunciados apenas nove vetos presidenciais à Medida Provisória 571/12. Pela nova lei, os grandes desmatadores são anistiados e liberados de recompor a área. Além disso, as matas ciliares, reservas legais, topos de morro, encostas e mangues estão desprotegidos e ameaçados em benefício dos grandes proprietários rurais, entre outros problemas.
O Brasil esperava da presidenta Dilma Rousseff uma postura mais corajosa e ambiciosa para manter o mínimo de proteção das florestas. Ao invés de demonstrar um protagonismo maior no processo de alteração da legislação ambiental e, agora, na sanção da MP, a presidenta preferiu trair a confiança de seus eleitores e não cumprir com o compromisso assumido, em 2010, de não aceitar mais retrocessos na proteção ambiental.
Para André Lima, consultor jurídico da Fundação SOS Mata Atlântica, apesar dos vetos “o resultado é negativo”. “Enquanto o Congresso deu três passos em favor dos ruralistas, a presidenta Dilma deu um passo no sentido da proteção ambiental”, comentou.
O governo substituiu uma das legislações florestais mais modernas do mundo por um Código mais agrícola que ambiental: as mudanças resolvem predominantemente dívidas e passivos de produtores.
De acordo com Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, “o governo não correspondeu ao que se esperava e rasgou não só a Constituição Federal brasileira, prejudicando a função social da terra, como também os acordos firmados nas convenções internacionais de clima e de biodiversidade”.
O fim melancólico do Código Florestal representa uma imensa oportunidade desperdiçada de dialogar e ouvir a sociedade civil brasileira, como ocorreu durante a construção da Lei da Mata Atlântica. “Não vamos conseguir reverter o julgamento negativo sobre o Código, mas temos a chance de tomar as medidas sustentáveis necessárias para dar a resposta que nosso Planeta precisa”, afirmou Mantovani.
A Fundação SOS Mata Atlântica lamenta a destruição do Código Florestal. Após esse enorme fiasco, a Fundação reforça sua disponibilidade de acompanhar a regulamentação e implementação da lei para minimizar as consequências negativas do que foi aprovado. E reafirma o compromisso de continuar engajada em prol da defesa das florestas.
Fundação SOS Mata Atlântica
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| Beloyanis Monteiro, Mario Mantovani (SOS Mata Atlântica), Richard Silva (ASPAFF) |
terça-feira, 16 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
O ‘Código Anti-Florestal’, artigo de Bergson Cardoso Guimarães e Mauro da Fonseca Ellovitch
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| Imagem: Inesc |
Infelizmente, aprovado o Novo Código Florestal Brasileiro, a chamada Lei 12.651/2012, vieram os vetos presidenciais que, com o propósito de melhorar o texto, fizeram instalar a confusão e aumentar a insegurança jurídica.
Sob o argumento principal de que eram tratados como bandidos pela antiga Lei Florestal, e pelas instituições incumbidas de aplicar a legislação, os produtores rurais e empresários do agronegócio, parcela social de capital e inegável importância socioeconômica do país, ficaram liberados de manter cobertura vegetal de 44 milhões de hectares de zonas como matas ripárias em rios, encostas, topos de morro e nascentes, que foram continuamente invadidas por pastagens ilegais em áreas de preservação permanente ao longo de décadas. Conseguiu-se criar uma falsa polarização entre ruralistas e ambientalistas, desenvolvimento e defesa do meio ambiente, exigências da lei ambiental e produção de alimentos, com intenções claramente mercantis que atendessem a interesses políticos e lobbys econômicos específicos. A verdade é que o Código Florestal antigo nunca fora efetivamente obedecido, precariamente aplicado: nem no campo, nem na cidade. No fim da década de 90, quando certas instituições começaram a se mobilizar por sua aplicação veio o alerta geral: mudemos a lei, ela já não é bastante boa!
É possível que o prejuízo à qualidade e quantidade de recursos hídricos, à nossa rica biodiversidade, ao patrimônio florestal, também indispensável às atividades de criação de gado e agricultura mesma, só possa ser avaliado muitos anos depois da implementação desse trágico diploma legal.
O novo código pode ser chamado de qualquer nome, menos florestal. Princípios e institutos básicos já insculpidos em leis mais antigas foram criteriosamente aniquilados ou desvalorizados, como a reserva legal florestal, as faixas de áreas de preservação permanente, o reconhecimento das florestas como patrimônio nacional (bem difuso). A nova lei traz uma mensagem clara de que “o crime compensa”, ao anistiar quem desmatou de forma ilegal durante os últimos 40 e poucos anos.
Ante a possibilidade de criar avanços concretos, como mais clara efetivação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), principalmente aos pequenos agricultores, bem como mecanismos outros dentro do princípio do provedor-recebedor, a Lei 12.651/12 se omitiu quanto aos prazos e condições para efetivação do Programa de Apoio e Incentivo à Preservação e Recuperação do Meio Ambiente (art. 41 e seguintes). Ou seja, a anistia a degradadores é auto-executável pela Lei 12.651/12, a efetivação do programa de incentivos econômicos à recuperação não.
O mais lamentável é que a maior parcela da sociedade civil (inclusive a comunidade jurídica) sequer tem idéia das graves conseqüências práticas da Lei 12.651/12. Conceitos como Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal são científicos e foram apenas incorporados pelo Direito. Grosso modo, a APP desempenha primordialmente as funções de preservação de locais e ecossistemas frágeis, enquanto a Reserva Legal foca-se na conservação de vegetação e fauna nativa, representativas do bioma em que estão localizadas. A Área de Preservação Permanente e a Reserva Legal integram um mosaico de proteção de serviços ecológicos como abrigo de fauna, polinização, manutenção da biodiversidade, estoque de carbono e regulação do clima. A Lei 12.651/12 simplesmente ignora estes conceitos. Qual será a biodiversidade, o abrigo de fauna e a proteção de uma margem de rio com uma APP de meros 05 metros do art. 61-A (nada mais do que uma fileira única de árvores em linha)? Qual a preservação de um bioma como o cerrado em uma reserva legal composta com vegetação exótica (como eucaliptos) na forma do art. 66?
Uma vez que a Constituição Federal estabelece o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como direito fundamental (art. 225 c.c. art. 5°, caput, e §2°), ele integra o núcleo de conquistas sociais que não estão sujeitas a retrocesso, sob pena de violar um patrimônio conquistado pela humanidade ao longo de um difícil caminhar histórico. Questões como o combate à escravidão, o repúdio à discriminação e a proteção à condição digna de trabalho são outros exemplos das conquistas sociais que não podem ter sua eficácia reduzida pelo simples interesse do legislador ordinário. Esse é o princípio constitucional implícito da “Proibição do Retrocesso dos Direitos Socioambientais”.
Caso ignoremos o Princípio da Proibição do Retrocesso, estaremos efetivamente tolerando o fim da proteção ambiental no Brasil. Afinal, se deputados e senadores da bancada ruralista puderem anistiar e consolidar danos ambientais ocorridos até 22 de junho de 2008, como se propõe, nada impede que advenha nova lei prorrogando a “consolidação” até 2018, depois até 2028 e assim sucessivamente, até não restar nada do Direito Constitucional ao Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado para as futuras gerações.
O filósofo francês Luc Ferry, tem insistido que todas as grandes filosofias tentaram fazer com que os homens vencessem seus medos e hoje, segundo ele, parte da ecologia estaria se baseando na proliferação do medo.
Na análise fria dessa importante questão à sociedade brasileira, não se trata de espalhar temores e receios infundados. É necessário vislumbrar outras perspectivas mais lúcidas, como a do pensador Hans Jonas, que propõe a necessidade de instalação de uma Ética da Responsabilidade. Ao formular nosso imperativo de responsabilidade, principalmente com as futuras gerações, todos nós precisamos ir além do perigo da pura e simples destruição física da humanidade. Impõe-se repensarmos a possibilidade da morte essencial da humanidade mesma, aquela que advém da contínua destruição com a instalação de um incerto caminho tecnológico optado pelo homem perante seu meio ambiente natural e cultural.
BERGSON CARDOSO GUIMARÃES
Promotor de Justiça – Coordenador Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande (Sul de Minas) – Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC-SP.
Promotor de Justiça – Coordenador Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande (Sul de Minas) – Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC-SP.
MAURO DA FONSECA ELLOVITCH
Promotor de Justiça – Coordenador Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Alto São Francisco (Centro Oeste de Minas).
Promotor de Justiça – Coordenador Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Alto São Francisco (Centro Oeste de Minas).
Artigo enviado pelos Autores e originalmente publicado no jornal O Estado de Minas.
EcoDebate, 09/10/2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Joan Sodré realiza show em comemoração aos 30 anos de discos gravados
"30 Anos Após o Apocalipse"
Um Show Para a História!!!
| Joan Sodré "30 Anos Após o Apocalipse" |
| Joan Sodré e Banda "30 Anos Após o Apocalipse" |
Joan Sodré realizará show em comemoração aos 30 anos de discos gravados
O
cantor, compositor e instrumentista Joan Sodré estará realizando no dia 21 de
setembro, Sexta Feira, às 21h, no Centro Cultural de Jacobina um grande show em
comemoração aos 30 anos de discos gravados. O show “30 anos após o Apocalipse”
é uma homenagem ao primeiro disco gravado pelo artista “ O Apocalipse”, lançado
em 1982. Além do disco o Apocalipse, Joan Sodré gravou diversos discos, a
exemplo de Grito de Liberdade (1984), Vampiros de Nossa Terra (1986), Eclipse
Humana (1990) todos em vinil. No ano de 1995 aconteceu na Concha Acústica do
Teatro Castro Alves na Cidade de Salvador - BA o Festival Canta Nordeste,
organizado pela Rede Globo de Televisão, na qual a canção Drº Adu foi a grande
vencedora na etapa Bahia. Logos após, no ano de 1996, Joan Sodré lança seu primeiro
CD intitulado Viagem ao Ano 3.000 e no ano 2000, é lançado o CD Outra Face, com
cópias limitadas.
Com uma grande presença de palco, Joan
Sodré e seu Sax se destaca em shows nas grandes cidades do país, a exemplo de
Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, São Luis do Maranhão e em diversas cidades
da Bahia, com canções de sua autoria a exemplo de Lágrimas da Noite, O Fedor do
Branco, Eclipse Humana, Drº Adu, Canção preferida, entre outras. Em 2005 lançou
o CD Estações da Vida, destacando-se as músicas Canção Preferida, Idealista,
Lua Amante e a Quinta Fase, poesia de seu pai Manoel Rodrigues Sodré. Em 2010
lança o CD Perfil e em 2012 O Patriota com vários sucessos.
Com esta brilhante carreira, Joan Sodré
também foi tema de pesquisa da Pós Graduação da Professora Gaciete de Oliveira
Silva Tínel, imortalizando assim a carreira do artista.
Organização
e Apoio - ASPAFF CHAPADA NORTE.
Projeto Hidroambiental das Nascentes do Rio Salitre, Sub-Bacia do Rio São Francisco é apresentado em reunião
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| Reunião CBHS no Morro do Chapéu -BA |
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| Reunião CBHS no Morro do Chapéu -BA |
A ações do projeto foram apresentadas pelos representantes da AGB Peixe Vivo e das Empresas Localmaq Ltda e Gama Engenharia em Recursos Hídricos Ltda. O projeto visa proteger a principal cabeceira da nascente do Rio Salitre, com cercamento e medidas e conservação do solo, estabilização de áreas degradadas mediante terraceamentos, adequação de trechos de estradas com a construção de lombadas e barraginhas, além da mobilização dos moradores em torno de atividades de educação para as águas.
Para esta obra serão gastos R$ 838.389,05 (Oitocentos e trinta e oito mil e trezentos e oitenta e nove reais e cinco centavos), com prazo de execução para oito meses, contados a partir do mês de outubro, mês em que se iniciarão as obras no local, tendo a empresa Localmaq Ltda como executora e fiscalizada pela Gama Engenharia de Recursos Hídricos Ltda.
Estiveram presentes na reunião, o Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Salitre, Almacks Luiz Silva, O Gestor do Parque Estadual do Morro do Chapéu, Tadeu Val Verde, o membro dos comitês das Bacias do Salitre e São Francisco, Luis Dourado, Amilton Mendes de Oliveira e Richard Silva, representantes da ASPAFF CHAPADA NORTE, Janaina Almeida, representante da Brigada de Incêndios do Morro do Chapéu, representantes da CODEVASF - Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba e representantes das Empresas Localmaq Ltda e Gama Engenharia de Recursos Hídricos Ltda.
Parabéns ao CBHS - Comitê da Bacia Hidrográfica do Salitre por esta conquista, trazendo esperança de melhorias através da revitalização e recuperação das nascentes deste tão importante rio que é o Salitre, localizado na região semiárida.
Texto: Richard Silva - 2º Secretário ASPAFF CHAPADA NORTE - Membro suplente do CBHS.
Fotos: Almacks Luiz Silva - Presidente CBHS.
Estiveram presentes na reunião, o Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Salitre, Almacks Luiz Silva, O Gestor do Parque Estadual do Morro do Chapéu, Tadeu Val Verde, o membro dos comitês das Bacias do Salitre e São Francisco, Luis Dourado, Amilton Mendes de Oliveira e Richard Silva, representantes da ASPAFF CHAPADA NORTE, Janaina Almeida, representante da Brigada de Incêndios do Morro do Chapéu, representantes da CODEVASF - Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba e representantes das Empresas Localmaq Ltda e Gama Engenharia de Recursos Hídricos Ltda.
Parabéns ao CBHS - Comitê da Bacia Hidrográfica do Salitre por esta conquista, trazendo esperança de melhorias através da revitalização e recuperação das nascentes deste tão importante rio que é o Salitre, localizado na região semiárida.
Texto: Richard Silva - 2º Secretário ASPAFF CHAPADA NORTE - Membro suplente do CBHS.
Fotos: Almacks Luiz Silva - Presidente CBHS.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Joan Sodré realizará show em comemoração aos 30 anos de discos gravados

O cantor, compositor e instrumentista Joan Sodré estará realizando no dia 21 de setembro, Sexta Feira, às 21h, no Centro Cultural de Jacobina um grande show em comemoração aos 30 anos de discos gravados. O show “30 anos após o Apocalipse” é uma homenagem ao primeiro disco gravado pelo artista “ O Apocalipse”, lançado em 1982. Além do disco o Apocalipse, Joan Sodré gravou diversos discos, a exemplo de Grito de Liberdade (1984), Vampiros de Nossa Terra (1986), Eclipse Humana (1990) todos em vinil. No ano de 1995 aconteceu na Concha Acústica do Teatro Castro Alves na Cidade de Salvador - BA o Festival Canta Nordeste, organizado pela Rede Globo de Televisão, na qual a canção Drº Adu foi a grande vencedora na etapa Bahia. Logos após, no ano de 1996, Joan Sodré lança seu primeiro CD intitulado Viagem ao Ano 3.000 e no ano 2000, é lançado o CD Outra Face, com cópias limitadas.
Com uma grande presença de palco, Joan Sodré e seu Sax se destaca em shows nas grandes cidades do país, a exemplo de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, São Luis do Maranhão e em diversas cidades da Bahia, com canções de sua autoria a exemplo de Lágrimas da Noite, O Fedor do Branco, Eclipse Humana, Drº Adu, Canção preferida, entre outras. Em 2005 lançou o CD Estações da Vida, destacando-se as músicas Canção Preferida, Idealista, Lua Amante e a Quinta Fase, poesia de seu pai Manoel Rodrigues Sodré. Em 2010 lança o CD Perfil e em 2012 O Patriota com vários sucessos.
Com esta brilhante carreira, Joan Sodré também foi tema de pesquisa da Pós Graduação da Professora Gaciete de Oliveira Silva Tínel, imortalizando assim a carreira do artista.
Os ingressos que serão limitados poderão se encontrados no local do show e em diversos pontos da cidade.
Organização e Apoio - ASPAFF CHAPADA NORTE.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
CAMINHOS DA ARTE em Jacobina e Capim Grosso- Bahia
Realizado em parceria com a Artista Visual Tina Melo e contemplado pela 1ª Chamada do Edital Calendário das Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia, O Projeto Cultural Caminhos da Arte movimentou a região do Piemonte da Diamantina com muita Arte Urbana nas cidades: Capim Grosso e Jacobina. Desenvolvemos Oficinas e Intervenções de Arte de Rua, somando com a Juventude das Organizações Culturais AEC-TEA, em Capim Grosso, e ASPAFF, em Jacobina. Agradecemos a toda equipe Cabulosa, aos participantes, aos amigos, colaboradores e demais formigas pensantes que de alguma forma ajudou a energizar essa iniciativa Arte-Educativa!!!
Texto e Fotos: Marcos Costa; CAMINHOS DA ARTE em Jacobina e Capim Grosso- Bahia
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