Fotos : ASPAFF EM AÇÃO

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Aspaff recebe livros da Fundação SOS Mata Atlântica


Na manhã desta Sexta Feira (23) a Aspaff Chapada Norte recebeu da Fundação SOS Mata Atlântica exemplares do livro Extremos da Mata Atlântica (Vol.3). O livro é um Marco dos 30 anos da Fundação SOS Mata Atlântica e os exemplares estarão disponíveis no Ponto de Leitura da Aspaff Chapada Norte.

Agradecemos a Fundação SOS Mata Atlântica !!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016


Na manhã desta Quinta Feira (22), a Aspaff Chapada Norte recebeu da ANCINE (Agência Nacional do Cinema) mais um box de filmes para serem exibidos de forma gratuita através do Cineclube Payayá. A Coleção Cinema Brasileiro Contemporâneo contem 79 longas-metragens nacionais que estarão disponíveis no acervo e que em breve estarão fazendo parte das ações cineclubistas do Cineclube Payayá e da Aspaff Chapada Norte.

Mais uma vez agradecemos a ANCINE pelo envio dos filmes e pela cortês parceria estabelecida com a Aspaff Chapada Norte.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Mulheres de Itaitu realizam reunião para incentivar a Economia Criativa local

Palestra com Kátia Novaes Leite

No último domingo (18), aconteceu no Casarão de Itaitu, a Primeira Reunião com as mulheres daquela comunidade para tratar de assuntos relacionados a Economia Criativa local.

A reunião teve como objetivo iniciar um movimento organizado entre as mulheres de Itaitu, fomentando a construção de um grupo organizado entre elas, para que no futuro seja criado uma associação. Este grupo, tem como uma das propostas iniciais trabalhar com artesanatos oriundos da Economia Criativa, incentivando a economia local através da venda de artesanatos produzidos por elas.

Além da reunião, foi realizada também uma palestra com a convidada Kátia Novaes Leite sobre Economia Criativa, com a apresentação de um vídeo sobre as experiências com o coco babaçu na comunidade do Cocho de Dentro, sendo apresentados também modelos de peças artesanais sustentáveis produzidos naquela comunidade. Kátia, em sua palestra, também falou sobre a importância dos valores e o papel das mulheres em sociedade. Além de temas relacionados à Identidade, Pertencimento, Meio Ambiente e Ecoturismo.

Parabéns às mulheres de Itaitu pela iniciativa na realização deste evento que contou com o Apoio da Aspaff Chapada Norte.


Exibição de filme sobre a cultura do Coco Babaçu

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

CPT Lança em Jacobina o Caderno Conflitos no Campo Brasil 2015



Auditório da UNEB Campus/IV em Jacobina
A Comissão da Pastoral da Terra-CPT/BA, realizou em Jacobina no dia dezenove de agosto, no auditório da UNEB/Campus IV em Jacobina-BA, o lançamento do Caderno Conflitos no Campo Brasil 2015, com temas relacionados aos conflitos de terra, água, mineração, agronegócios, parque eólicos, envolvendo indígenas, comunidade de fundo de pasto e quilombolas em todo Brasil.

Estiveram no evento, representantes de comunidades impactadas pela ação das empresas que exploram a energia eólica e mineradoras na região, a exemplo das Comunidades de Brejo Grande, Limoeiro, Santo Antonio, que relataram impactos ambientais diretos pelas ações da mineradora Ferbasa em córregos e nascentes de mananciais próximos a estas comunidades. Os moradores destas localidades, localizadas no Município de Campo Formoso-BA, também citaram que a Yamana Gold vem fazendo estudos na região.

Thomas Bauer, membro da CPT/Ba, em sua apresentação, relatou sobre a tragédia ambiental em Mariana-MG, onde rompeu a Barragem de Fundão, da empresa Samarco, que matou dezenove pessoas, poluindo também todo o leito da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, trazendo diversos problemas para as comunidades vizinhas. Além disso,Thomas Bauer também relatou sobre a pulverização de agrotóxicos por aviões na região de soja no Estado do Mato Grosso do Sul, próximos a comunidades e os problemas entre as comunidades Pesqueiras e a Petrobrás no Estado do Rio de Janeiro.

O Caderno Conflitos no Campo Brasil 2015, também mostra em tabelas os números estatísticos dos conflitos no ano passado, a exemplo dos conflitos relacionados ao campo, água, terra, conflitos trabalhistas, violência, assassinatos, como também as manifestações ocorridas em 2015.

Durante o evento, exemplares do Caderno estavam a venda, onde foi adquirido pela Aspaff Chapada Norte para compor a Biblioteca e o acervo da associação.

Composição da Mesa pela sociedade civil e Membros da CPT





quinta-feira, 28 de julho de 2016

Processo Eleitoral de Renovação dos Membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre - CBHS

Figura 01 - Municípios que compõe a Bacia Hidrográfica do Rio Salitre. 

O objetivo dos Comitês de Bacia é promover o debate das questões relacionadas ao uso da água e a articulação das diversas entidades envolvidas, garantindo a manutenção da qualidade e da quantidade das águas em suas áreas de atuação. Como não podemos viver sem água é fundamental que todos os usuários pensem em consumi-la de forma racional, sem desperdiçá-la e sem poluí-la para que a atual e as futuras gerações tenham acesso a esse recurso natural tão precioso.

A forma de gerenciamento dos recursos hídricos estabelecida na legislação baseia-se no tripé formado por usuários de recursos hídricos, organizações civis com atuação comprovada na bacia e poder público, onde, representantes desses três segmentos, integrados no Comitê, serão responsáveis por cuidar de nossas águas e resolver conflitos de usos.

Entretanto, toda sociedade deve participar, ajudando o Comitê a atingir seus objetivos preservando as nascentes, combatendo e previnindo a poluição das águas, protegendo o meio ambiente, reduzindo a produção do lixo e depositando-o em local apropriado, exigindo dos órgãos gestores dos recursos hídricos uma fiscalização mais efetiva e monitoramento de todos os usos da água.

A drenagem da Bacia é formada por rios intermitentes e seu curso principal, o rio Salitre, nasce na Boca da Madeira no município de Morro do Chapéu e escoa na direção sul-norte, indo desaguar no rio São Francisco, no município de Juazeiro, percorrendo um total de 333,24 KM. Os principais afluentes do rio na margem direita são: riacho da Conceição, riacho Baixa do Sangrador, vereda Caatinga do Moura, Riachão, riacho das Piadas e, na margem esquerda, riacho do Orlando, rio Morim, rio Preta, rio Pacuí e riacho do Escurial.

Nesse sentido, a Diretoria do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre - CBHS, no uso de suas atribuições, realizou no dia 27 de julho de 2016, no auditório do Hotel Rio das Pedras, no município de Campo Formoso/BA, a plenária eleitoral de renovação dos membros do CBHS. Nesta oportunidade, a ASPAFF participou deste processo eleitoral e foi eleito como membro titular deste comitê o associado, Amilton Mendes de Oliveira. 


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Estrada Real: Após convênio de R$ 2,4 mi, projeto pode ter novo rumo com mapeamento

Trecho calçado em Rio de Contas| Foto: José Carlos Baião / Estrada Real da Bahia

Após diversas idas e vindas, o projeto da Estrada Real da Bahia, caminho pelo qual passavam as remessas de ouro para Portugal no período da mineração, ainda na época colonial, pode ter novo impulso. O acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Turismo e a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), firmado para o georreferenciamento da estrada, foi renovado e resta mapear 100 dos 400 quilômetros que compõem o trajeto entre Jacobina, no centro norte do estado, e Rio de Contas, na Chapada Diamantina. A informação foi confirmada pelo diretor-presidente da CBPM, Alexandre Brust. Entremeando serras e matas, a Estrada Real baiana é alvo de discussão há muitos anos, abrangendo gestões anteriores da Setur. Na gestão de Domingos Leonelli (2007-2013) à frente da pasta, o projeto quase saiu do papel: chegou a ser firmado um convênio em 2007 com o Ministério do Turismo, no valor global de R$ 2.681.250, destinados à realização de obras de infraestrutura turística nos municípios pertencentes às rotas do ouro, como pavimentação asfáltica e construção de centros de atendimento ao turista. Deste montante, foram liberados pelo ministério R$ 2.437.500 em 2008 – os R$ 243.750 deveriam ser, como contrapartida, custeados pelo governo do Estado. Procurada pelo Bahia Notícias na última quarta-feira (29) para responder sobre o andamento do projeto, a Secretaria de Turismo, inicialmente, desconsiderou a pergunta sobre a execução e resultados do convênio, por se referir ao ano de 2008. Após a reportagem reiterar a solicitação, na última sexta-feira (1º), a Setur encaminhou o pedido à área técnica responsável para a pesquisa dos dados, mas ainda não respondeu ao questionamento até o fechamento. Sendo realizado ou não, o convênio beneficiava quatro cidades: Mata de São João, Maragogipe, Porto Seguro e Lençóis. As pesquisas de campo para mapeamento da Estrada Real foram realizados posteriormente, na gestão de Pedro Galvão (2014), quando foi firmado o acordo de cooperação técnica com a CBPM. 

Trecho na Serra do Tombador, em Jacobina | Foto: Antônio Espinheira/CBPM
Os resultados iniciais do levantamento, feitos pelo escritor Ubaldo Marques Porto Filho, foram reunidos no livro Estrada Real da Bahia, em 2015. Até 2008, quando o valor foi liberado pelo MinTur, existia uma indicação do trajeto feito pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, feita em 2003, que apontava rotas que passavam por 28 municípios da Chapada e 14 na Baía de Todos os Santos. Das quatro cidades constantes no convênio, apenas duas são listadas nessa primeira relação, ainda sem comprovação histórica: Lençóis e Maragogipe. De acordo com a documentação reunida no memorial após o levantamento em campo, feito em 2014, já na gestão Pedro Galvão, foi verificado que as primeiras indicações construiriam um trajeto falso, não correspondendo exatamente ao da verdadeira Estrada Real. O real caminho ainda está sendo mapeado e, de acordo com Brust, a expectativa é de que o georreferenciamento da etapa Jacobina – Rio de Contas seja concluído no final deste ano. Após o término desta fase, porém, a Setur ainda vai avaliar a viabilidade do projeto. "O objetivo deste estudo é identificar as coordenadas exatas do Caminho Real.  A CBPM já produziu um relatório relativo ao trecho compreendido entre Rio de Contas e Jacobina. Ao final, indica a necessidade de maior adensamento de informações entre os trechos reconhecidos e cadastrados. Ou seja, os dados disponíveis são rigorosamente preliminares. Nossa equipe técnica acompanha este processo com todo interesse, a fim de analisar a viabilidade do projeto; seu custo-benefício em esferas público e privada, assim como sua adequação ao orçamento da Setur", explica a pasta em nota. Durante a discussão do projeto, ao longo da última década, também foi debatida a necessidade de criação de um instituto voltado para a promoção da Estrada Real da Bahia como um novo destino turístico no estado, a exemplo do que ocorreu em Minas Gerais, onde as rotas de ouro e diamante já se consolidaram como atração de turistas. Em outubro de 2012, ainda com Leonelli como titular, a criação da entidade chegou a ser discutida em audiência pública na Câmara dos Deputados – e assim como Minas Gerais, a expectativa era de construir o entendimento junto à iniciativa privada. De acordo com a Setur, este continua sendo o entendimento da secretaria. "A idéia de criar aqui um Instituto da Estrada Real foi inspirada na bem sucedida experiência de Minas Gerais, onde a iniciativa privada participou e ainda atua de forma eficiente na linha de frente deste trabalho. O modelo criado em Minas eliminou os entraves burocráticos da administração pública".

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/busca/principal/estrada-real.html

domingo, 12 de junho de 2016

Ministério Público realiza Caravana de Saneamento e Resíduos Sólidos em Jacobina

O Ministério Público estadual promoverá do dia 13 de junho de 2016, segunda-feira, até sexta-feira, dia 17 de junho, a sexta de uma série de dez oficinas de saneamento básico na Bahia, denominadas de ‘Caravana de Saneamento na Bacia do São Francisco’, no Fiesta Park Hotel, em Jacobina, Bairro Nazaré, n. 700.

A Caravana de Saneamento de Jacobina englobará municípios de Andorinha, Campo Formoso,  Jacobina, Jaguarari, Miguel Calmon, Mirangaba, Morro do Chapéu, Ourolândia, Umburanas e Várzea Nova.

As oficinas são realizadas em parceria com o Comitê da Bacia do São Francisco, com a Agência de Bacia Peixe-Vivo, a Articulação Popular do São Francisco e com os demais órgãos integrantes do Programa de Fiscalização Integrada (FPI).

Segundo o promotor de Justiça Pablo Almeida, um dos grandes problemas na Bacia do São Francisco é a falta de esgotamento sanitário, manejo e destinação adequada de resíduos sólidos.

As oficinas são direcionadas para técnicos dos municípios, órgãos públicos e integrantes de movimentos sociais e população em geral. Serão discutidos diversos temas, como quais elementos devem constar no Plano Municipal de Saneamento Básico, políticas de saneamento no Brasil e aspectos teóricos do planejamento urbano.

Na sexta-feira, dia 17, último dia da oficina em Jacobina, será realizado um seminário de saneamento básico, cuja programação será aberta por Luiz Roberto Santos Moraes, PhD em Saúde Ambiental pela University of London/UK e professor titular em saneamento, responsável por conduzir as dez oficinas; Zúri Bao Pessoa, engenheiro sanitarista do MP – Ba; e Almacks Luiz Silva, Representante da Comissão Pastoral da Terra, do Comitê da Bacia do Salitre e do CBHSF.

As caravanas vão orientar e incentivar os municípios a elaborarem, de forma participativa, seus Planos Municipais de Saneamento, de acordo com a legislação em vigor. Além disso, a ação é um desdobramento do Programa FPI, contribuindo para a qualificação e mobilização dos atores sociais estratégicos para as discussões que envolvem o saneamento básico. Esse trabalho foi iniciado nas ‘Caravanas na Baía de Todos os Santos’, que foi coordenado pela promotora de Justiça Cristina Seixas, coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente e Urbanismo do MP (Ceama).

As inscrições poderão ser feitas pelo e-mail: ilka.valadao@mpba.mp.br, ou no local

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Semana do Orgânico incrementa programação do Projeto Céu das Artes

Performance de Almacks Gonçalves
Exposição de Fotografia - "Carlos Guedes"
Desfile de Alunos - "Escola Carlos Gomes"
Cineclube - "Alimentos Orgânicos x Agrotóxicos"
A Associação Afro Brasileira Quilombo Erê (Atabaque) e a Rede de Feiras Agroecológicas Solidárias do Piemonte da Diamantina (Refas), de Jacobina, realizaram de 30 de maio a 05 de junho a Semana dos Alimentos Orgânicos, com feiras demonstrativas, rodas de conversas, em espaços de concentração de pessoas.

Neste sábado, 04, a Semana dos Alimentos Orgânicos teve como palco o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), bairro Félix Tomaz, e aconteceu simultaneamente ao Projeto Céu das Artes.

O objetivo do evento é abrir diálogo com o consumidor para mostrar como se dá a produção orgânica, os benefícios sociais, ambientais e para a saúde, e, também, fortalecer o mercado regional.

A programação ainda contou com a participação da Escola Carlos Gomes, do Bairro da Bananeira, que chamou a atenção para a importância da preservação do meio ambiente. Dez alunos, do 2º ao 5º ano, dançaram ao som do Xote Ecológico e desfilaram suas fantasias confeccionadas com materiais reciclados.

Certificação
A Feira Orgânica de Jacobina recebeu no dia 03 de junho do Ministério da Agricultura a certificação de produto orgânico (selo de orgânico). O reconhecimento, grande passo para a agricultura orgânica da região, certamente alavancará a comercialização dos produtos da agricultura familiar dos municípios de Caém, Saúde, Mirangaba e Jacobina, Território de Identidade Piemonte da Diamantina.

Realização
A Semana dos Alimentos Orgânicos foi realizada pela Atabaque e Refas, apoio do Programa de Pequenos Projetos Eco Sociais (PPP Eco) e parceria da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF) e da Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (Cofaspi). 

Veja mais fotos no link: https://www.facebook.com/ceudasartesjacobina/photos

Fotos: Saulo Côrte

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O IMPACTO DO LIXO NA VILA DE ITAITU

A disposição final de resíduos urbanos domiciliares em aproximadamente 80% das cidades brasileiras é realizada diretamente sobre o solo sem nenhuma impermeabilização, sem drenagem e tratamento para o chorume. Assim, a migração de contaminantes para o solo abaixo dos Aterros de Resíduos Urbanos passa a ser uma questão de relevância. Atualmente, existem normas que regulam a implantação dos aterros, e uma dessas regras é a implantação de mantas impermeabilizantes que evitem essa infiltração. É necessário também que haja a retirada desse líquido, por sistemas de drenagem eficientes, com posterior tratamento dos efluentes sem que agrida o meio ambiente. Gases também são liberados e podem ser aproveitados como combustíveis, o que pode trazer benefícios financeiros. Outras maneiras ambientalmente mais viáveis são a reciclagem, a compostagem, a reutilização e a redução.

A região de Jacobina e suas elevações acima de 1000 m favorecem o acúmulo de água e o surgimento de inúmeras nascentes que abastecem um grande número de pessoas. Parte desse patrimônio natural que hospeda importantes espécies de animais e vegetação centenária encontra-se ameaçado pelo lixo e a produção do chorume, principalmente na região do entorno da Vila de Itaitu, um importante reduto natural preservado que abriga inúmeros rios e cachoeiras (Foto 1).
Foto 1 (A)
Foto 1 (B)
Foto 1 (A) – Lixo a céu aberto contendo diversos materiais no entorno da Vila de Itaitu (foto retirada no site http://www.rota324.com.br/2016/04/nao-parece-mas-essa-imagem-e-em-itaitu.html; (B)-Mesmo lixão com uma camada de terra sobre o lixo (20/05/2016). 
Coord: 337725 /8745069 m

O chorume é uma substância líquida resultante do processo de putrefação (apodrecimento) de matérias orgânicas. Este líquido é encontrado em lixões e aterros sanitários. É viscoso e possui um cheiro muito forte e desagradável (odor de coisa podre).  Caso não seja tratado, o chorume pode atingir rios, córregos e os lençóis freáticos (Figura 1). Neste caso, os peixes podem ser contaminados e, caso a água seja usada na irrigação agrícola, à contaminação pode chegar aos alimentos (frutas, verduras, legumes, etc).

Além de possuir baixa biodegradabilidade, o chorume carrega metais pesados que os organismos vivos não são capazes de eliminar, acumulando-os. Esse acúmulo pode causar uma série de problemas de saúde, como diarreia, tumores no fígado e tireoide, dermatoses, problemas pulmonares, rinite alérgica, alterações gastrointestinais e neurológicas. 
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Figura 1 – Modelo esquemático de migração do chorume em subsuperfície.
Até o momento nenhum estudo foi conduzido para avaliar os efeitos provocados pelo chorume que se infiltra no solo na região de Itaitu.  Na tentativa de minimizar os riscos ambientais causados pelo lixão e de forma a contextualizar e facilitar a compreensão mais detalhada que a presença de um lixão representa, é apresentado um mapa indicando a localização do lixão e suas áreas de influência. Estas áreas são definidas como Área de Influência Indireta – 1,5 km, Área de Influência Direta – 1 km e Área Diretamente Afetada – 0,5 km (Figura 2).  

Este mapa indica que a Vila de Itaitu está situada dentro da Área de Influência Direta do lixão (raio de 1 km). Indica também que para seguir sentido a cachoeira das Arapongas, as pessoas circulam pela estrada que passa ao lado do lixão, o que potencializa o risco de transmissão de doenças. O mapa permite ainda individualizar um conjunto de áreas (córregos e rios) com potencial risco de contaminação por chorume e/ou resíduos urbanos. Estas áreas ficam próximas ao lixão e a Vila de Itaitu e representam risco ao abastecimento de água dos rios, córregos e a da água subterrânea.


Figura 2 – Mapa indicando a localização da Vila de Itaitu e das áreas de influência. 

Em uma época em que as tecnologias ambientais evoluíram, recomenda-se a remoção do lixão deste local e/ou a construção de um aterro sanitário controlado como uma forma de mitigação do problema, o que é previsto no plano nacional de resíduos sólidos. Este novo aterro deve ser construído em um local com base nas características geológicas e hidrogeológicas do terreno, de forma a minimizar seus impactos. Faz-se necessário que a presença do atual lixão seja tratada como um problema ambiental grave, principalmente por estar localizado em um importante reduto natural preservado, que depende da imagem ecológica para prosperar economicamente. É indicado também que seja elaborado um plano de ação que deve incluir uma sondagem elétrica vertical avaliando a “possível” migração de chorume em subsuperfície. Em caso positivo, recomenda-se a realização de um estudo diagnóstico ambiental e posteriormente, monitoramento e remediação/recuperação. Somente assim será possível avaliar a extensão da contaminação e mensurar os seus possíveis impactos. E por fim, que sejam implantadas práticas de coleta seletiva na Vila de Itaitu e seu entorno.

Carlos Victor Rios  da Silva Filho
Geólogo M.Sc.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

"Céu encanta público"


Grupo de Teatro Dona Tea - "A Cerca"
Bonito de ver e ouvir. O Projeto Céu das Artes, que acontece desde o início de abril, tem se consolidado a cada semana. Neste sábado, 07, a programação foi muito elogiada pelos frequentadores do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), bairro Félix Tomaz, em Jacobina.

A cada mês uma nova oficina é iniciada.  Depois de um mês de muita zumba, o fotógrafo Eugênio Junior iniciou a Oficina de Fotografia ‘Educando o Olhar’, que acontece até dia 28 de maio (aos sábados), com técnicas e manuseio do equipamento fotográfico.

Como o Céu das Artes também é informação e fomento, foi realizada mesa redonda sobre o Plano Municipal de Cultura. Artistas de Jacobina e Capim Grosso participaram da discussão mediada pela Representante Territorial de Cultura do Piemonte da Diamantina, Inaiara Nunes, e que teve a participação do promotor de Justiça, Pablo Almeida, de Luciene Rosa, presidente do Conselho de Cultura de Capim Grosso, e Fábio Carvalho, representante do Conselho Municipal de Política Cultural de Jacobina.

As atrações capim-grossenses Grupo Teatral Dona Tea, com o espetáculo ‘A Cerca’, e Afro Som, foram o ponto alto da noite e encantaram o público. Quadra lotada, o público riu, dançou, cantou... interagiu com os artistas.

O projeto ainda trouxe exposição do artista plástico Almaques Gonçalves, de Dinda Flor (artesanato em couro); Bahia Babaçu (cosméticos a partir da matéria prima); Sítio Timbau; APAE; Associação Ser Brasileiro & Solidário com a venda de artesanato e produtos da gastronomia regional, da artesã Minita Montenegro, dentre outros artistas da cultura popular regional.

Sobre o Projeto

Aprovado no Edital Agitação Cultural, da Secretaria de Cultura da Bahia, o Céu das Artes vem dinamizando a Praça do CEU, promovendo a difusão de expressões artísticas tradicionais da cultura regional e, ainda, proporcionando meios de geração de renda e valorização.
O Céu das Artes tem a realização da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Afro Som
 Veja mais fotos no link: https://www.facebook.com/ceudasartesjacobina/photos

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Céu das Artes - programação 07/05

Programação deste sábado, 07/05

15h
Oficina de Fotografia ‘Educando o Olhar’
Ministrante Eugênio Júnior
Sala Multimídia
De 07 a 28 de Maio (aos sábados)


18h30
Mesa Redonda
Tema: Plano Municipal de Cultura
Sala Multimídia

19h30
Grupo Teatral Dona Tea
Espetáculo ‘A Cerca’
Sala Multimídia

20h30
Afrosom
Quadra poliesportiva

Expositor da semana: Minita Montenegro

Abril termina consolidando projeto Céu das Artes


O mês de abril foi de extensa programação artística cultural na cidade de Jacobina, Centro-Norte do estado. Em cinco sábados consecutivos, o projeto Céu das Artes realizou oficinas, exibições cineclubistas, exposições artísticas (fotografia, artes visuais/plásticas, artesanato), espetáculos teatrais, apresentações musicais/culturais/de dança, dentre outras atividades.

Aprovado no Edital Agitação Cultural, da Secretaria de Cultura da Bahia, o Céu das Artes vem dinamizando o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), bairro Félix Tomaz, promovendo a difusão de expressões artísticas tradicionais da cultura regional e, ainda, proporcionando meios de geração de renda e valorização.

Com início no sábado, 02 de abril, o Céu das Artes acontece por cinco meses contemplando o público com uma série de atividades culturais gratuitas. Até o momento, mais de 1000 pessoas já assistiram e/ou participaram das ações do projeto.

De acordo com o coordenador Técnico do Céu das Artes, Richard Silva, “chegar ao quinto sábado com um público consolidado, nos diz que os agentes culturais e o público têm absorvido a proposta e que existe consumidores ávidos de cultura e artistas ávidos a criares”.

Oficina de Zumba, apresentações cineclubistas - sobre Autismo, Segurança Alimentar e Nutricional, Ecoturismo, Surdez e Direitos da Criança e do Adolescente -, Teatro Sarau das Seis, Teatro Artefato, Bumbeiros de Serrolândia, Dança Cigana, Recicla Som, Apresentação de Capoeira, samba de roda e dança de côco e a Filarmônica 2 de Janeiro, foram apenas algumas das expressões artísticas culturais que fizeram do projeto palco para as suas artes.

O Céu das Artes tem a realização da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.