quarta-feira, 20 de março de 2019
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Água Limpa
A água é um bem da natureza e essencial à vida. Porém, está
a cada dia mais escassa e distante.
O Brasil detém 12% da água doce disponível no mundo, mas a
distribuição é muito desigual. Cerca de 35 milhões de brasileiros não têm
acesso à água limpa, apenas 40% do esgoto no Brasil é tratado e mais de 70% das
doenças que levam a internações no Sistema Único de Saúde decorrem de contato
com água contaminada. Os principais rios brasileiros apresentam índices
preocupantes de qualidade da água, principalmente, em razão
da legislação que permite a classe de menor restrição a poluentes,
mantendo-os impróprios para usos múltiplos, ou nobres como o abastecimento
humano.
A qualidade da água sofre interferências diversas
decorrentes dos usos do solo, da conservação ou degradação da floresta, do
clima e das atividades econômicas existentes na região da sua bacia hidrográfica,
com impacto no seu equilíbrio e disponibilidade, como: abastecimento público e
consumo humano, sustentação da vida aquática e equilíbrio ambiental, geração de
energia, lazer, irrigação, indústria, navegação, composição da paisagem e do
ambiente, além da diluição de remanescentes de esgotos industriais e
domésticos.
A água é indicador da qualidade ambiental, saúde pública, da
gestão do solo nas cidades e áreas rurais, da conservação de florestas e é o
que melhor sinaliza as mudanças do clima para a sociedade.
A SOS Mata Atlântica luta pela despoluição dos rios da Mata
Atlântica por meio do levantamento de dados da qualidade da água com
voluntários e mobilização da sociedade civil. Atua para proibir a Classe 4 dos
rios brasileiros, que permite a existência de rios mortos. E defende também a
implementação de instrumentos de gestão da Política Nacional de Recursos
Hídricos – PNHR (9.433/97), como os Planos de Bacia e a Cobrança pelo Uso da
Água Rural e Urbana.
https://www.sosma.org.br/nossas-causas/agua-limpa/
Saiba mais sobre o projeto Observando os Rios.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
sábado, 26 de janeiro de 2019
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
2ª edição do Festival EcoArte Itaitu acontece nesta semana
De sexta a domingo, o distrito será palco para atividades
diversificadas
Por Verusa Pinho
Música, teatro, pintura, capoeira, cinema, artesanato,
culinária regional... Esses são alguns destaques do II Festival EcoArte Itaitu,
que acontece a partir desta sexta-feira, 19, e segue até domingo, 21.
Iniciativa da Associação de Ação Social e Preservação das
Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte (ASPAFF), a proposta é fruto de edital
contemplado pela Secretaria de Cultura da Bahia, através do Programa Federal
Mais Cultura, e conta com apoio da Prefeitura Municipal de Jacobina e do
comércio local.
Tendo como sede a Casa de Cultura Pedro José da Silva, o
Ponto de Cultura EcoArte Itaitu tem contribuído para a formação e o
desenvolvimento da comunidade por meio de atividades formativas. No fim de cada
ciclo do projeto, acontece o Festival, uma vitrine para apresentação dos
resultados alcançados, produtos desenvolvidos, sendo, ainda, oportunidade de
fonte de renda para os moradores.
Programação
De 19 a 21 de outubro, grupos artístico-culturais da região
e convidados compartilharão seus talentos com nativos e turistas, que
aproveitam o momento para conhecer as famosas trilhas e cachoeiras de Itaitu.
Na ocasião, haverá o II Festival Gastronômico da Roça, resultado da articulação
do Grupo de Mulheres do distrito sob orientação da nutricionista Veranúbia
Mascarenhas. Expositores de outras localidades também estarão na praça
comercializando suas produções.
Dentre os artistas que animarão a praça no primeiro dia de
evento (sexta-feira), a partir das 20h, está a dupla Pedro e Zebeté; Cicinho e
Julie de Assis. No sábado, a programação começa pela manhã, com performance
artística de Cícero Matos, seguida de apresentação de capoeira, Grupo de Teatro
Sarau das Seis, Filarmônica 2 de Janeiro, Fanfarra de Itaitu e Orquestra Arte
de Tocar.
Ao lado de André Manfrine, também se apresenta o cantor e
compositor Geraldo Azevedo, convidado especial da noite. Com um show intimista,
em voz e violão, ele trará grandes sucessos, como “Táxi Lunar”, “Bicho de Sete
Cabeças” e “Caravana”, bem como músicas do último álbum “Salve São Francisco”,
incluindo canções inéditas que serão inseridas em seu próximo trabalho.
No domingo, a partir das 14h, é a vez da Trupe Circense do
Benas divertir o público. Na sequência, a Filarmônica Juvenil Rio do Ouro,
Fanfarra do Paraíso, Pelé Rasta e a banda Locomotivos da Chapada encerram a
programação do Festival.
Conscientização
Neste ano, o tema “Água: uma questão de vida” foi escolhido
pela equipe organizadora como fonte de reflexão e ação, devido à necessidade de
conscientização quanto à preservação deste reduto ecológico, que tem recebido
um intenso fluxo de turistas, sobretudo na cachoeira Véu de Noiva, principal
responsável pelo abastecimento de água da vila.
“Esperamos que todos aproveitem os três dias de festival de
maneira harmônica, respeitando os costumes locais e os moradores, bem como a
natureza que integra Itaitu”, comenta Richard Silva, atual presidente da ASPAFF
Chapada Norte.
Segue lá no Instagram: @ecoarteitaitu
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
segunda-feira, 23 de julho de 2018
terça-feira, 10 de julho de 2018
Aterro controlado de Jacobina pode virar um lixão, alerta MP-BA
Na semana passada, o BNews repercutiu
um suposto crime ambiental que estaria ocorrendo no aterro controlado da cidade
de Jacobina, no centro norte baiano. Uma das supostas irregularidades apontadas
foi o chorume que estaria escorrendo em direção à Lagoa Antônio Teixeira
Sobrinho. Além disso, o lixo também estaria sendo disposto de forma inadequada,
e sem qualquer planejamento técnico.
O município foi um dos alvos de
uma recomendação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) no ano
passado. Entre as indicações feitas pelo promotor de Justiça Pablo Almeida
estava o encerramento da atividade de lixões, a redução do impacto ambiental
causado pela disposição ilegal de resíduos sólidos em locais não qualificados
como aterros sanitários pelos órgãos ambientais, e obediência à destinação
correta dos resíduos do serviço de saúde.
Em entrevista ao site, o promotor
detalhou a visita feita ao aterro, realizada no dia 25 de junho deste ano. “Se
a legislação proíbe lixão, que dirá vários. E, o município de Jacobina tinha
vários. Alguns deles são o lixão em Itaitu, lixão em Laje dos Batatas, e no
distrito de Cachoeira Grande. Apesar disso, a gente já observa um avanço em
relação aos outros municípios com o fechamento de lixões”, relata.
Apesar de Jacobina apresentar uma
considerável melhora na gestão do lixo desde que a recomendação foi feita, a
cidade ainda possui deficiência na gestão do lixo, principalmente após a
prefeitura encerrar contrato com a Empresa de Engenharia Sanitária e
Construções Ltda. (Empesa). “Esse serviço vem sendo prestado com condições que
o Ministério Público avalia como não ideais. Não existe responsável técnico,
significa dizer que não existe engenheiro sanitário para indicar
como o serviço deve ser feito. Uma das questões que a gente identificou, é
que o aterro controlado precisa de recobrimento do lixo. Chega o caminhão,
deposita o lixo, em cidades maiores essa recomendação deve ser diária, com
material argiloso, e esse serviço não é realizado. O aterro de Jacobina, se
controlado dessa forma, vai se tornar um lixão”, alerta o promotor Pablo
ao BNews.
O promotor reforça que o
problema agravou-se após o fechamento de outros lixões na cidade,
representando aumento de 80% do lixo no aterro. “Efetivamente, a gente tem
uma situação um pouco melhor do que em outros municípios, mas este aumento de
lixo que chega enfrenta dificuldade de gestão. Esses lixões existentes no mesmo
município têm potencial de dobrar o lixo produzido pela sede. O aterro
recebia 50 toneladas por dia, quando fecharam os lixões, houve aumento para 90
toneladas”, explica e acrescenta que em breve o “município já vai ter que
construir uma nova estrutura”.
Sobre o chorume que supostamente
escorre em direção à Lagoa Antônio Teixeira Sobrinho, o promotor afirmou
que fará novas recomendações para prefeitura. “O aterro controlado
cumpre quase todas normativas, menos a impermeabilização do solo. E, o chorume
tende a extravasar para os recursos hídricos. Tem chovido mais do que o costume
na região. Isso gerou um aumento de chorume, que é captado por uma
estrutura. Na visita, foi possível verificar que o volume de chorume chegou no
nível do cano que recolhe o líquido. Vamos fazer recomendação para que o
recobrimento volte a ser feito”, acrescenta.
Procurada pelo BNews, a
prefeitura informou que “os sistemas designados a promover a coleta, o
transporte e a destinação final dos resíduos urbanos encontram-se vinculados às
administrações municipais. Um dos grandes desafios enfrentados pelas
Prefeituras, neste contexto, é onde dispor estes resíduos, com segurança. O Município
de Jacobina, não sendo uma exceção na situação geral encontrada no Estado da
Bahia ou mesmo no Brasil, dispõe de seus resíduos sólidos urbanos em um Aterro
Controlado”.
Leia a nota na íntegra enviada
pela prefeitura.
A Prefeitura de Jacobina no que
diz respeito às suas atribuições, tem buscado cumprir com diretrizes de
políticas públicas que tragam melhorias significativas à população,
principalmente com relação ao Meio Ambiente. Dentre as ações do município está
o cuidado incondicional com o Aterro Controlado, diga-se de passagem o único do
Centro Norte do Estado a Bahia. O Espaço em que se encontra o Aterro Controlado
é atualmente administrado pelo município, visando dar um tratamento eficaz aos
resíduos sólidos, além de mantermos tanto na coleta quando na reutilização de
materiais recicláveis, uma parceria profícua com a Cooperativa de Catadarores
de Materiais Recicláveis. A Prefeitura de Jacobina tem buscado ter um
relacionamento estreito com o Ministério Público, visando cumprir todos os
normativos colocados pelo órgão, dentre os tais a busca por uma área para
implantação do Aterro Sanitário que ainda não dispomos. Com relação à denúncia
enviada ao Site Bocão News, sabemos do espírito democrático que norteia o bom
jornalismo, como feito pelo Bocão News buscou o contraditório.
Infelizmente a denúncia é infundada e carregada de preconceito político. Atualmente a Cooperativa de Catadores gera dezenas de empregos à famílias que antes moravam no extinto lixão, estas famílias hoje tem uma renda per capita mensal de R$ 1.300,00 (Hum mil e trezentos reais).
Os sistemas designados a promover a coleta, o transporte e a destinação final dos resíduos urbanos encontram-se vinculados às administrações municipais. Um dos grandes desafios enfrentados pelas Prefeituras, neste contexto, é onde dispor estes resíduos, com segurança. O Município de Jacobina, não sendo uma exceção na situação geral encontrada no Estado da Bahia ou mesmo no Brasil, dispõe de seus resíduos sólidos urbanos em um Aterro Controlado.
É sabido que, após o fechamento dos lixões dos Distritos do Município (em agosto de 2017), houve um aumento significativo da quantidade de resíduos dispostos no Aterro Controlado, interferindo diretamente na sua operação, pois, eram dispostos cerca de 50 t/dia, no entanto, atualmente, são 90 toneladas/dia, um aumento de 80%.
A metodologia aplicada no Aterro atualmente é a mesma da empresa que anteriormente realizava a operação, bem como, a equipe operacional, exceto o administrador.
A distância do Riacho de Suzano (que desemboca na Lagoa de Antônio Teixeira Sobrinho) e o Aterro é de 280m e a declividade (a relação entre a diferença de altura entre dois pontos) é de apenas de 5m, caracterizando uma baixa declividade, o que diminui o potencial da pluma de contaminação de chorume.
No mais, a Prefeitura Municipal, adotará ações emergenciais para sanar alguns problemas que foram encontrados e apontados.
Sem mais para o momento, renovamos nossos votos de estima e consideração.
Infelizmente a denúncia é infundada e carregada de preconceito político. Atualmente a Cooperativa de Catadores gera dezenas de empregos à famílias que antes moravam no extinto lixão, estas famílias hoje tem uma renda per capita mensal de R$ 1.300,00 (Hum mil e trezentos reais).
Os sistemas designados a promover a coleta, o transporte e a destinação final dos resíduos urbanos encontram-se vinculados às administrações municipais. Um dos grandes desafios enfrentados pelas Prefeituras, neste contexto, é onde dispor estes resíduos, com segurança. O Município de Jacobina, não sendo uma exceção na situação geral encontrada no Estado da Bahia ou mesmo no Brasil, dispõe de seus resíduos sólidos urbanos em um Aterro Controlado.
É sabido que, após o fechamento dos lixões dos Distritos do Município (em agosto de 2017), houve um aumento significativo da quantidade de resíduos dispostos no Aterro Controlado, interferindo diretamente na sua operação, pois, eram dispostos cerca de 50 t/dia, no entanto, atualmente, são 90 toneladas/dia, um aumento de 80%.
A metodologia aplicada no Aterro atualmente é a mesma da empresa que anteriormente realizava a operação, bem como, a equipe operacional, exceto o administrador.
A distância do Riacho de Suzano (que desemboca na Lagoa de Antônio Teixeira Sobrinho) e o Aterro é de 280m e a declividade (a relação entre a diferença de altura entre dois pontos) é de apenas de 5m, caracterizando uma baixa declividade, o que diminui o potencial da pluma de contaminação de chorume.
No mais, a Prefeitura Municipal, adotará ações emergenciais para sanar alguns problemas que foram encontrados e apontados.
Sem mais para o momento, renovamos nossos votos de estima e consideração.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
41ª Romaria da Terra e das Águas acontece nesta sexta-feira, 06, em Bom Jesus da Lapa (BA)
Com o tema “Justiça e Paz na
terra! Compromisso e fidelidade em defesa da vida”, e o lema: “Se calarem a voz
do povo, as fontes secarão”, a 41ª Romaria da Terra e das Águas terá início
nesta sexta-feira (06), em Bom Jesus da Lapa (BA). O evento segue até domingo
(09) e contará com celebrações religiosas, debates e atividades culturais.
Durante a romaria, além das
demonstrações de fé, romeiros e romeiras participam de espaços de discussão e
formação social e política. “Nossas Romarias têm sido marcadas por experiências
de Fé e Vida de um povo peregrino, que reza, luta e propõe ações no chão da
vida. A terra, herança de Deus para nossos antepassados, continua sendo para
nós, sinal de sua aliança e espaço para o ‘bem viver’”, afirma a Carta
Convocatória para as atividades.
Este ano, a preocupação com o
atual contexto sociopolítico do país frente às agressões que os pobres e
indefesos tem sofrido, assim como o desrespeito aos direitos humanos, sociais e
naturais, fundamentais a todas as formas de vida, se faz presente. “Nos últimos
anos os povos e comunidades tradicionais têm sido profundamente atacados pela
grilagem de seus territórios e dizimados seus costumes. É preocupante o
agravamento dos conflitos por água nos territórios Quilombolas, Indígenas,
Fundos e Fechos de Pasto, Geraiseiros, Ribeirinhos, Extrativistas, entre
outros”, alerta a Carta Convocatória.
O tema da Carta Encíclica
“Laudato Si” do Papa Francisco deste ano, “Cristãos leigos e leigas, sujeitos
na Igreja em saída, a serviço do Reino” chamados a ser “Sal da Terra e Luz do
Mundo”, ( Mt 5,13-14), no seguimento de Jesus Cristo, inspirou a todos/as a
renovarem o compromisso de ser a “luz e sal no mundo”. Assim como se expressa o
Papa Francisco: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter
saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se
agarrar às próprias seguranças”.
A organização do evento é da
Comissão Pastoral da Terra – Bahia, Dioceses de Bom Jesus da Lapa, Barreiras,
Irecê, Barra, Caetité, Arquidiocese de Vitória da Conquista, Santuário Bom
Jesus e organizações e movimentos populares.
Segue a programação geral da Romaria
da Terra e das Águas:
quarta-feira, 4 de julho de 2018
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Aspaff recebe kit difusão audiovisual
A Aspaff Chapada Norte recebeu na manhã dessa sexta feira
(29) kit difusão audiovisual de produção do cinema baiano (filmes, livros,
catálogos, cartazes). O material foi enviado pela DIMAS - Diretoria de
Audiovisual / FUNCEB - Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Todo material recebido será direcionado para a Biblioteca Miguel Gomes de Oliveira, dentro do Ponto de Cultura EcoArte Itaitu e estará a disposição de toda comunidade.
terça-feira, 26 de junho de 2018
Extração de ouro em Jacobina entra na mira do MP-BA
Os problemas ambientais causados
pela atividade de extração de ouro feito pela Jacobina Mineração e Comércio
Ltda. (JMC), empresa do grupo canadense Yamana Gold, serão discutidos em
audiência pública convocada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA),
através da Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente com sede na
cidade localizada no centro norte da Bahia.
O encontro foi marcado para o dia
19 de setembro pelo pelo promotor de Justiça Pablo Antonio Cordeiro de
Almeida. O evento tem previsão de início para as 8h, no Colégio Gilberto Dias
de Miranda, conhecido como COMUJA, situado à Rua Antônio Manoel A. de Mesquita,
no bairro Félix Tomaz.
Segundo o órgão, serão debatidos
“os impactos ambientais da atividade de extração de ouro seja nas águas, rios,
solo, subsolo, ar, comunidades tradicionais, dentre outros, assim como colher
elementos para atuação ministerial, com a possibilidade de prejuízo, inclusive,
para os mananciais que fornecem água para consumo humano da cidade de Jacobina
e também para que sejam debatidas as medidas mitigatórias e compensatórias
pertinentes, quiçá com a paralisação temporária das atividades para correção
das ilegalidades verificadas, se for o caso”.
Além disso, o órgão acrescenta
que “busca-se colher subsídios da atuação ministerial quanto a
corresponsabilidade dos órgãos ambientais e da Embasa quanto a estes danos e
suas consequências, em razão da forma de relacionamento com os problemas
ambientais gerados pela JMC-Yamana”.
Estão entre os objetivos do
MP-BA, “obter esclarecimentos, informações e documentos que venham a sustentar
as várias posições dos membros do MP quanto às matérias difusas e permitir a
manifestação dos interessados, democraticamente a respeito dos temas”.
Entre os convidados esperados, de
acordo com o MP-BA, estão autoridades federais, estaduais e municipais
diretamente envolvidas nos temas, representantes de sociedade civil, bem como
as Câmaras de Vereadores de Jacobina e Miguel Calmon, os membros do Comitês da
Bacia do Itapicuru, do Salitre e do Rio São Francisco, o Ministério Público
Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Bahia (OAB-BA), as
comunidades do entorno da Mineração, de Jabuticaba, Canavieiras e Itapicuru, a
Comissão Pastoral da Terra, os integrantes do Conselho de Meio Ambiente de
Jacobina e do Conselho Gestor do Parque Sete Passagens, representantes da JMC –
Yamana, Sindicato de trabalhadores ou patronal, Conselho Regional de Engenharia
e Agronomia da Bahia (CREA-BA).
Na oportunidade, será feita
exposição dos procedimentos e provas colhidas pelo MP-BA, e haverá
posicionamentos de representantes do Instituto Estadual do Meio Ambiente e
Recursos Hídricos (Inema), da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A.
(Embasa), e da JMC.
Na ocasião, o MP-BA informou que
será respeitando o limite de lugares no auditório, serão reservados 30% das
cadeiras em frente ao local da exposição. Assim, 10% serão para representantes
do poder público, 10% para convidados da sociedade civil organizada, e 10% para
representantes da empresa JMC-YAMANA. Os outros assentos disponíveis serão
liberados por ordem de chegada.
Inquérito - O MP-BA já
investiga o suposto vazamento de produtos químicos da Empresa Jacobina
Mineração e Comércio que teria ocasionado a morte de animais silvestres,
peixes, galinhas, entre outros. No último dia 20, o promotor Pablo Antônio
prorrogou o inquérito que investiga o crime ambiental denunciado por moradores
da região.
Quando o caso foi denunciado, a
Jacobina Mineração e Comércio informou que, "diferentemente do que tem
sido divulgado, não houve qualquer ocorrência na região dos rios que abastecem
a cidade de Jacobina que possam causar riscos para a saúde humana e
animal".
A empresa informa ter havido um
fluxo hidráulico de água limpa, proveniente do Reservatório do Cuia, no rio
Itapicurizinho, e, desde já, refuta qualquer alegação ou inferência quanto a
ocorrência de acidente ambiental. Cabe registrar também, que a água que circula
na tubulação em questão é utilizada nas instalações hidráulicas e para
irrigação de plantas e mudas do viveiro da empresa.
Análises técnicas realizadas por
profissionais especializados comprovam que não há alteração físico-química nas
águas dos rios próximos ao empreendimento, comunidades e barragem de
abastecimento de Jacobina
.
.
A empresa destaca que possui
programa de monitoramento de recursos hídricos, o qual não identificou
anormalidade nos parâmetros de qualidade das águas. A Jacobina Mineração que
seu sistema de gestão ambiental tem o objetivo de garantir a conformidade das
operações com os mais rígidos procedimentos de segurança operacional, de saúde
e meio ambiente, de forma a assegurar o cumprimento da legislação aplicável.
Ainda na oportunidade, a empresa
destacou que a fiscalização realizada no dia 17 de abril de 2017 foi feita
unilateralmente, pelo Promotor de Justiça de Meio Ambiente, sem a participação
da empresa, que não foi formalmente instada a se manifestar sobre o evento
antes da veiculação da notícia, sendo certo que, caso fosse previamente
comunicada, os fatos teriam sido oportunamente esclarecidos.
Por: Foto Reprodução Por: Redação BNews
sexta-feira, 22 de junho de 2018
segunda-feira, 18 de junho de 2018
SERRA DO TOMBADOR EM JACOBINA-BA: SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS AMEAÇADOS
A Serra do Tombador,
em Jacobina – BA, compreende um divisor de águas entre a Bacia Hidrográfica do
Rio Itapicuru e a Bacia Hidrográfica do Rio Salitre. Corresponde a uma borda de
serra com mais de 75 Km de extensão onde afloram rochas de idade mesoproterozóica
do Grupo Chapada Diamantina. Estas rochas registram os processos de sedimentação
e de evolução tectônica ocorridas há milhares de anos, conforme apresentado por
diversos autores.
Nesta borda da serra
ocorrem também diversas pinturas rupestres, estas que representam um
determinado momento da história pré-colonial. Por conta disto, essa região apresenta
áreas classificadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
– IPHAN como sítios
Arqueológicos de relevância (Figura 1).
![]() |
Figura 1 – Pinturas rupestres na Serra do Tombador.
Para se ter uma ideia, em somente 40 Km de área mapeada ao
longo da Serra do Tombador já foram identificados pelo menos 41 sítios
arqueológicos (Costa, 2012) (Figura 2). Ainda assim, ao invés de observamos o
estímulo e a preservação desse patrimônio natural, o que tem ocorrido é a
destruição dos sítios e das representações rupestres, conforme já apontado por
diversos outros pesquisadores, por exemplo, Barbosa e Nolasco, (2010).
![]() |
Figura 2 – Mapa
indicando a localização dos sítios arqueológicos na região de Jacobina. Note
que a Serra do Tombador abriga a maior quantidade de sítios.
A Lei Federal
3924/61 estabelece que sítios arqueológicos não podem ser utilizados para exploração
mineral. Ainda assim, qualquer ato que contribua com a destruição dos sítios
arqueológicos é considerado crime contra o Patrimônio Nacional.
Muito embora sejam
inegáveis as potencialidades minerais da Serra do Tombador, o fato é que a
exploração em alguns locais é extremamente nociva. Principalmente quando as
áreas de preservação permanentes (APP) não são respeitadas (Figura 3).
![]() |
Figura 3 – Extração
de arenito em faixa mínima de 100 metros que acompanha a borda da escarpa da
Serra do Tombador, considerada como Área de preservação permanente (APP).
Apesar da importância dos registros para a compreensão da
cultura de populações extintas, estes locais não tem recebido a devida atenção
(Figura 4). Isto ocorre devido à ausência de políticas públicas efetivas de
conservação e de educação patrimonial na região. Destaca-se que esta região tem um enorme
potencial para pesquisa através de escavações que podem fornecer a idade da
ocupação humana em período pré-colonial. Além disso, a conservação desse
patrimônio pode também se tornar um importante vetor de renda para o turismo
regional, e, portanto a sua preservação faz-se necessário.
![]() |
Figura 4 – Abrigo
parcialmente destruído pelo fogo na Serra do Tombador.
Por fim, é dever do poder público, em conjunto com os mais
variados setores da sociedade, tomar ações que visem à conscientização da
população sobre a importância deste patrimônio natural, no que se refere às
questões históricas e científicas e, consequentemente, desenvolva mecanismos de
valorização e preservação de todo esse patrimônio.
Carlos Victor Rios da Silva Filho/Geólogo Dr.
Referência:
COSTA, Carlos
Alberto Santos - Representações rupestres no Piemonte da Chapada Diamantina
(Bahia, Brasil). Coimbra : [s.n.], 2012. Tese de doutoramento. Disponível em:
http://hdl.handle.net/10316/21072
BARBOSA, Ademário D.
; NOLASCO, M. C. . Diagnóstico das Áreas Degradadas e de Conflitos do Trecho
Sul da Serra do Tombador com o uso de Geotecnologias. Revista de Geografia , v.
27, p. 110-125, 2010. Disponível em : https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/download/228788/23202
terça-feira, 12 de junho de 2018
segunda-feira, 28 de maio de 2018
domingo, 27 de maio de 2018
terça-feira, 22 de maio de 2018
Sala Verde EcoArte Itaitu entre as novas Salas Verdes no país
País tem 243 novas Salas Verdes
Entidades selecionadas por
chamada pública serão chanceladas por tempo indeterminado e devem manter
informações atualizadas.
Brasília (18/05/2018) - O Ministério
do Meio Ambiente (MMA) divulga nesta sexta-feira o resultado da chamada
pública com os nomes das entidades selecionadas a se tornarem Salas Verdes com
a chancela do ministério.
Nesta chamada, foram
selecionadas 243 entidades que estão aptas a se tornarem Salas
Verdes. O Departamento de Educação Ambiental do MMA esclarece, no
entanto, que o número pode subir, já que ainda há entidades com pendências de
documentação. Até o momento, no total, já são 553 entidades em todo o país
habilitadas pelo projeto.
As salas Verdes são espaços de
múltiplas potencialidades, como disponibilizar acesso e democratizar as
informações, desenvolver atividades de educação ambiental como cursos,
palestras, oficinas, eventos, encontros, reuniões e campanhas de
conscientização.
De acordo com o projeto, podem
ter Salas Verdes as secretarias municipais de Meio Ambiente e Educação,
unidades de conservação, organizações governamentais e não governamentais e
organizações da sociedade civil de interesse público.
CONTRAPARTIDA
As instituições selecionadas
entram com o espaço físico, equipe, equipamentos e demais recursos. Em
contrapartida, o MMA chancela as atividades educacionais, divulga as
ações voltadas para o projeto e oferece formação a distância e materiais
educativos em formato digital.
Após a seleção, as instituições
devem manter as informações das novas Salas Verdes atualizadas, enviando
eventuais alterações para o Ministério do Meio Ambiente. A chancela terá a
vigência a partir da data de publicação dos resultados da seleção, por tempo
indeterminado, desde que apresentados, anualmente e quando solicitados, dados e
relatórios referentes às atividades realizadas pelas Salas Verdes chanceladas.
O projeto Salas Verdes foi
instituído no ano 2000, com o objetivo de atender às demandas de inúmeras
instituições que buscavam no Ministério do Meio Ambiente publicações
para subsidiar suas ações de Educação Ambiental.
Por: Bruno Romeo/ Ascom MMA
quarta-feira, 16 de maio de 2018
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