terça-feira, 12 de junho de 2018
segunda-feira, 28 de maio de 2018
domingo, 27 de maio de 2018
terça-feira, 22 de maio de 2018
Sala Verde EcoArte Itaitu entre as novas Salas Verdes no país
País tem 243 novas Salas Verdes
Entidades selecionadas por
chamada pública serão chanceladas por tempo indeterminado e devem manter
informações atualizadas.
Brasília (18/05/2018) - O Ministério
do Meio Ambiente (MMA) divulga nesta sexta-feira o resultado da chamada
pública com os nomes das entidades selecionadas a se tornarem Salas Verdes com
a chancela do ministério.
Nesta chamada, foram
selecionadas 243 entidades que estão aptas a se tornarem Salas
Verdes. O Departamento de Educação Ambiental do MMA esclarece, no
entanto, que o número pode subir, já que ainda há entidades com pendências de
documentação. Até o momento, no total, já são 553 entidades em todo o país
habilitadas pelo projeto.
As salas Verdes são espaços de
múltiplas potencialidades, como disponibilizar acesso e democratizar as
informações, desenvolver atividades de educação ambiental como cursos,
palestras, oficinas, eventos, encontros, reuniões e campanhas de
conscientização.
De acordo com o projeto, podem
ter Salas Verdes as secretarias municipais de Meio Ambiente e Educação,
unidades de conservação, organizações governamentais e não governamentais e
organizações da sociedade civil de interesse público.
CONTRAPARTIDA
As instituições selecionadas
entram com o espaço físico, equipe, equipamentos e demais recursos. Em
contrapartida, o MMA chancela as atividades educacionais, divulga as
ações voltadas para o projeto e oferece formação a distância e materiais
educativos em formato digital.
Após a seleção, as instituições
devem manter as informações das novas Salas Verdes atualizadas, enviando
eventuais alterações para o Ministério do Meio Ambiente. A chancela terá a
vigência a partir da data de publicação dos resultados da seleção, por tempo
indeterminado, desde que apresentados, anualmente e quando solicitados, dados e
relatórios referentes às atividades realizadas pelas Salas Verdes chanceladas.
O projeto Salas Verdes foi
instituído no ano 2000, com o objetivo de atender às demandas de inúmeras
instituições que buscavam no Ministério do Meio Ambiente publicações
para subsidiar suas ações de Educação Ambiental.
Por: Bruno Romeo/ Ascom MMA
quarta-feira, 16 de maio de 2018
quinta-feira, 26 de abril de 2018
quarta-feira, 25 de abril de 2018
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Evento discute dessalinização e reuso de água
Seminário internacional ocorrerá nos dias 24 e 25 em
Fortaleza (CE) e terá como um dos destaques o Programa Água Doce, do MMA.
Brasília (16/04/2018) – O Programa Água Doce,
do Ministério do Meio Ambiente (MMA), será um dos destaques do Seminário
daAssociação Latino-americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr), que
ocorrerá entre os dias 24 e 25 deste mês, em Fortaleza (CE).
O ministério apoia o evento, através do Departamento de
Revitalização de Bacias Hidrográficas e Acesso à Água, que tem a competência de
coordenar a implementação de ações de acesso à água por meio da dessalinização.
O seminário, o segundo do ciclo 2018 da Aladyr, terá como
tema "Dessalinização, Tratamento e Reúso de Água e Efluentes".
Além de especialistas brasileiros e estrangeiros, participarão do seminário
empresas de saneamento e abastecimento dos estados costeiros, instituições
públicas e privadas envolvidas na execução do PAD e fornecedores e demais
empresas da área de dessalinização no Brasil.
Durante o evento, que ocorre pela segunda vez no Brasil, os
participantes vão compartilhar experiências e trocar conhecimentos sobre
tecnologias e melhores práticas no setor. A ideia é estabelecer relações entre
países e empresas para o desenvolvimento de tecnologias com sustentabilidade
operacional, social e ambiental.
Além do Programa Água Doce, serão apresentadas
experiências com dessalinização de água do mar no arquipélago de Fernando de
Noronha (PE), na Região Metropolitana de Fortaleza e em Macau (RN). Haverá
ainda palestras sobre o panorama da dessalinização no mundo, na América Latina
e no Brasil. Clique aqui para ver a programação completa.
ÁGUA DOCE
O Programa Água Doce leva água de qualidade para
centenas de comunidades do semiárido brasileiro. É considerado exemplo para o
mundo por inovar na utilização do processo de osmose inversa na dessalinização
de águas subterrâneas salobras para produzir água potável e pelo seu caráter
socioambiental.
SERVIÇO:
Seminário da Associação Latino-americana de Dessalinização e
Reúso de Água (Aladyr)
Data: 24 e 25 de abril
Local: Fortaleza (CE) - Hotel Oásis Atlântico, Praia do
Meirelles
Por: Elmano Augusto/ Ascom MMA
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)
(61) 2028-1227/ 1311/ 1437
Governo promove seminário sobre inovação da gestão ambiental e de recursos hídricos na Bahia
A Secretaria do Meio Ambiente do
Estado da Bahia (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
(Inema) realizam, no dia 20 de abril, em Salvador, o Seminário Inovação da
gestão Ambiental e de Recursos Hídricos na Bahia. O evento, acontece no Fiesta
Convention Center, bairro do Itaigara, na capital baiana, a partir das 8h, e
marca o encerramento do Programa de Desenvolvimento Ambiental - PDA Bahia. Será
uma oportunidade de refletir sobre as temáticas ambientais, tomando como
exemplo os avanços alcançados pelo estado com a implantação do Programa.
As atividades do seminário
começam a partir das 8 horas, com a abertura da exposição sobre os projetos e
ações realizados pelos órgãos ambientais nas áreas temáticas Gestão de Águas,
Tecnologia e Informação e Governança Ambiental. A mesa de abertura do evento
acontece às 9 horas, contando com a presença do secretário estadual da Sema,
Geraldo Reis, da diretora geral do Inema, Márcia Telles, do representante do
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Hugo Flores Timoran, e
a Consultora de Operações de Desenvolvimento Sustentável do BID, Annette
Killmer, entre outras autoridades.
O encontro com vagas limitadas é
voltado a representantes dos municípios baianos que integram o Sistema Estadual
de Meio Ambiente, membros de órgãos colegiados e sociedade civil, estudantes,
especialistas e pesquisadores, gestores, técnicos e representantes do poder
público estadual e de instituições parceiras. Para conferir a programação e
outras informações, acesse: seminariopda.meioambiente.ba.gov.br
O Seminário pretende debater
questões e desafios globais, nacionais e locais na área ambiental, reunindo
especialistas convidados, gestores e técnicos, sendo uma grande oportunidade de
discussão sobre os avanços e desafios da gestão ambiental e de recursos
hídricos no estado da Bahia e no Brasil. Também será um espaço para consolidar
a integração entre os participantes do Sistema Estadual de Meio Ambiente,
agregando os representantes das secretarias municipais em espaço de
fortalecimento e consolidação das parcerias.
Palestrantes
Para contribuir com as discussões
atuais sobre o Panorama da Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos, foram
convidados como palestrantes masters do seminário sobre Inovação da Gestão Ambiental
e de Recursos Hídricos na Bahia, o economista e professor da PUC-SP, Ladislau
Dowbor, e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco,
Anivaldo Miranda.
Ladislau Dowbor é economista e
professor titular de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo. Foi consultor de diversas agências das Nações Unidas, governos e
municípios. Nos últimos anos, tem trabalhado no desenvolvimento de sistemas
descentralizados de gestão, particularmente no quadro de administrações
municipais, envolvendo sistemas de informação gerencial e políticas municipais
de gestão ambiental.
Anivaldo Miranda é mestre em Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pelo PRODEMA/UFAL, foi reeleito
presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e é
membro integrante do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas. Já foi
secretário de Estado em Alagoas e tem atuação nas áreas de planejamento e
gestão socioambiental, especialmente sobre assuntos relacionados à Gestão Participativa
de Recursos Hídricos no Brasil e sobre implantação dos instrumentos de gestão
das águas no contexto das bacias hidrográficas.
Mesas temáticas
A programação do evento segue com
três mesas temáticas e painéis de discussão. Governança Ambiental Focada em
Resultados será o primeiro tema, no turno da manhã, sob a coordenação do
superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Aderbal de
Castro, momento em que serão apresentadas a experiência e avaliação do Programa
de Desenvolvimento Ambiental (PDA Bahia) e a efetividade da descentralização e
desconcentração da gestão ambiental.
A segunda mesa abordará a
temática Tecnologia em Favor de uma Gestão Ambiental Moderna, coordenada pela
diretora geral do Inema, Márcia Telles. Na oportunidade, serão apresentados os
painéis Ferramentas Tecnológicas de Gestão, pelo superintendente de Estudos e
Pesquisas Ambientais da Sema, Luiz Ferraro, e o Mapeamento da Cobertura Vegetal
e Cadastro de Imóveis Rurais, por Maria Daniela Martins e Aldo Carvalho,
assessores técnicos do Inema.
Recursos Hídricos - Outra
importante mesa apresenta a temática Panorama da Gestão de Águas, coordenada
pelo superintendente da Sema, Luiz Ferraro. Serão apresentados os painéis
Planos de Bacias Hidrográficas e Monitoramento Quali-quantitativo de Recursos
Hídricos, pelo diretor de Águas do Inema, Eduardo Topázio. A cobrança do Uso de
Recursos Hídricos também estará em pauta, com a apresentação da diretora de
Política e Planejamento Ambiental da Sema, Elba Alves.
Finalizando o seminário Inovação
da Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos na Bahia, serão apresentados os
estudos de caso: Projeto Piloto de Restauração Florestal da APA Lago de Pedra
do Cavalo e o Plano Estratégico de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio
Cachoeira. O encerramento do encontro acontece às 18 horas, com o lançamento de
algumas ferramentas recentemente desenvolvidas no âmbito do Programa de
Desenvolvimento Ambiental – PDA Bahia.
Programa de Desenvolvimento
Ambiental
Iniciativa pioneira entre os
estados brasileiros, o Programa de Desenvolvimento Ambiental (PDA Bahia) foi
criado pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e
o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em parceria com o
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Inserido na estratégia política
do Governo da Bahia para proteção do meio ambiente e gestão dos recursos
naturais, o PDA Bahia moderniza e aprimora o Sistema de Gestão Ambiental e de
Recursos Hídricos do Estado. Entre 2012 e 2018, o programa implantou e
consolidou ações de relevância para a Política Estadual de Meio Ambiente, de
modo a contribuir efetivamente para a conservação dos recursos naturais, em
particular dos recursos hídricos.
Foram implantados mais de 20
projetos e ações, de forma integrada e coordenada, perfazendo um investimento
da ordem de US$ 16,7 milhões, sendo US$ 10 milhões financiados pelo BID e US$
6,7 milhões de contrapartida do Governo do Estado. As ações tiveram foco
especial em áreas protegidas e nas áreas dos mananciais de abastecimento da
Região Metropolitana de Salvador e na Bacia do Leste.
SERVIÇO:
O quê: Seminário sobre inovação
da gestão ambiental e de recursos hídricos na Bahia
Quando: Dia 20 de abril,
sexta-feira, das 8h às 18h.
Onde: Fiesta Convention Center,
bairro do Itaigara, em Salvador.
Informações:
seminariopda.meioambiente.ba.gov.br
segunda-feira, 26 de março de 2018
GEOPARQUE SERRA DE JACOBINA: OPORTUNIDADE DE DESENVOLVIMENTO LOCAL E COLABORAÇÃO ENTRE TERRITÓRIOS
Sabemos que a geologia e a
paisagem influenciaram profundamente a sociedade, a civilização e a diversidade
cultural de nosso planeta. Ainda assim, até poucos anos atrás não havia o
reconhecimento internacional do patrimônio geológico e sua importância nacional
ou regional. Não havia uma convenção internacional especifica sobre o
patrimônio geológico. Na tentativa de aumentar este reconhecimento, em 1996 foi
discutido o conceito de Geoparques por representantes da França, Alemanha,
Espanha e Grécia no Congresso Internacional de Geologia na China, e em 13 de
fevereiro de 2004 foi constituída uma Rede Internacional de Geoparques da
UNESCO.
Um geoparque é
uma área protegida que tem como elemento principal
seu patrimônio geológico associado a uma estratégia de desenvolvimento
sustentável. Corresponde a uma área onde sítios do patrimônio geológico
representam parte de um conceito de proteção, educação e desenvolvimento
sustentável. Possui não apenas um significado geológico, mas também ecológico,
arqueológico, histórico e cultural.
Geograficamente, um geoparque representa
uma área suficientemente grande e de limites bem definidos, de modo a subsidiar
o desenvolvimento econômico local. No entanto, um Geoparque não é uma unidade
de conservação, nem é uma nova categoria de área protegida. Sendo assim, à
ausência de um enquadramento legal de um Geoparque é a razão do sucesso dessa
iniciativa em nível mundial. Um geoparque tem por objetivo preservar o
patrimônio geológico para futuras gerações (geoconservação); educar e ensinar o
grande público sobre temas geológicos e ambientais, prover meios de pesquisa
para as geociências e discussões mais amplas das questões ambientais.
Existem atualmente 127 geoparques
em 35 países de todo o mundo, a maioria na Europa e Ásia. Todos estes
geoparques estão integrados no Programa Internacional Geociências e Geoparques
da UNESCO e recebem o título de “Geoparques Mundiais da UNESCO”. No
Brasil existe somente um geoparque integrado à Rede Global de Geoparques, o
Geoparque Araripe (2006) localizado no Estado do Ceará, o primeiro das Américas
e, até o momento, o segundo geoparque latino-americano.
Neste sentido, a Serra de
Jacobina demonstra um enorme potencial. Este conjunto de serras historicamente
teve sua importância relacionada à existência de camadas de conglomerados
auríferos de reconhecido valor econômico. Somado a isto, a Serra de Jacobina
destaca-se como a principal fonte de água potável da Bacia
hidrográfica do Rio Itapicuru. Além dos aspectos históricos e culturais,
destaca-se também pela presença de turfas de montanha, que em outras
partes do mundo são protegidas, pelo fato de serem elas próprias o habitat de
uma grande diversidade de espécies raras e servir como um verdadeiro
reservatório purificador de água. Tudo isso por si só já justifica a existência
de um Geoparque na região.
Portanto, a elaboração de uma
proposta do Geoparque da Serra de Jacobina, de forma integrada entre
os 10 municípios confrontantes (Figura1) com as Serras, parece ser uma medida
razoável e que contribuirá para aumentar a consciência e a compreensão dos
habitantes da região para questões chave com que a sociedade se depara
atualmente, por exemplo, a escassez e poluição dos recursos hídricos. Mas para
isso, se faz necessário um esforço conjunto dos meios acadêmicos, dos órgãos
governamentais de âmbitos federal, estadual e municipal, da iniciativa privada
e das populações locais
Por fim, a presença do Geoparque
Serra de Jacobina poderá desencadear na região um sentimento de orgulho,
de modo a fortalece a sua identificação com o território, o que por si só
somará esforços para o despertar de uma conscientização sobre a importância do
patrimônio geológico da região na história e na sociedade. Além disso,
contribuirá para o desenvolvimento sustentável das populações nas suas áreas de
influência, conciliando um modelo de desenvolvimento econômico à preservação e
manutenção dos recursos naturais disponíveis.
![]() |
Figura 1 – A – Mapa da Bahia indicando a localização da
Bacia Hidrográfica do Rio Itapicuru; B- Mapa de Localização da Serra de
Jacobina e Municípios confrontantes (Rios, 2017).
Carlos
Victor Rios da Silva Filho / Geólogo Dr.
quinta-feira, 22 de março de 2018
quinta-feira, 15 de março de 2018
Texto sobre Arborização Urbana de autoria do Biólogo João Augusto Bagatini
A poda drástica danifica
seriamente o vegetal e pode ser considerada um crime ambiental. Veja porque ela
não deve ser realizada, e porque este debate deve ser levado a sério pelo Poder
Público e pela população em geral.
Chegando o outono ou mesmo
durante o inverno, acentua-se nas cidades uma prática condenável, quando visto
do ponto de vista da proteção ambiental, da sustentabilidade ou mesmo do
respeito aos seres vivos.
Estamos falando da tradicional
prática de podas drásticas em árvores dos pátios das casas, praças e calçadas
da via pública. Algumas árvores são “decapitadas” com a remoção total da copa,
e quando interrogadas, as pessoas que fizeram ou comandaram tal calúnia ao
vegetal justificam que esta é a forma de revitalizar a árvores.
Na verdade, deve ser esclarecido
o que realmente motiva essa prática. Ao longo dos anos verifiquei que os
argumentos das pessoas para a poda drástica são fracos, egoístas e ignorantes:
• preguiça de varrer folhas
diariamente, em um período do ano em que árvores com folhagem caduca perdem-na
rapidamente em poucos dias.
• um entendimento empírico
de que a árvore precisa da poda anual, tal como o pai e avô da pessoa ensinou,
cuja validade do “ritual” nunca foi questionada.
• uma tentativa infantil e
inconsequente de controlar o porte da árvore mantendo-a com pouca altura. Isso
vai contra um conhecimento científico chamado “arquitetura de copas”, que
define a altura e formato da copa de uma árvore, os quais variam conforme a
genética de cada espécie.
• necessidade de sol durante
o inverno. Isso deriva da falta de planejamento de quem escolheu a espécie e a
plantou em local impróprio.
Por conceito, a poda drástica é
aquela que remove mais que 30 % do volume da copa de uma árvore ou arbusto.
Esta mudança brusca na condição da planta causa um desequilíbrio entre
superfície da copa (folhas com capacidade de fotossíntese e gemas dos ramos) e
a superfície de absorção de água e nutrientes (raízes finas). A reação da
árvore será de recompor a folhagem original, emitindo rica brotação de novos
galhos, como forma de garantir sua sobrevivência após um estresse sofrido pelo
manejo excessivo de sua copa. A reação de brotação deve ser entendida como uma
desesperada medida de sobrevivência, com produção de flores, dos quais
derivarão frutos e, finalmente, a semente, tão necessária para a produção de
descendentes. É desta reação natural das árvores podadas de forma drástica,
surgiu a equivocada noção de que a poda “revitaliza” o vegetal.
As árvores não dependem da poda
anual para viverem; ao contrário, as pessoas é que se beneficiam de alguma ou
outra forma com as podas, sem considerar a vitalidade da planta. Quando
rebrotam, os galhos desenvolvem-se em número muito maior que anteriormente,
pois cada galho podado dá origem a vários outros. Estes crescem
desordenadamente, dando um aspecto em vassourado à copa da árvore, que fica
artificializada e repleta de lesões e necroses nos galhos, comprometendo a
vitalidade a médio prazo, e impondo riscos inevitáveis às pessoas e bens
materiais, como queda súbita de galhos.
Os riscos mencionados acima são
causados pela fraca ligação dos novos ramos (futuros galhos) ao tronco de
origem, com grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e
superficial no tronco, que associado ao surgimento de podridões na mesma região
dos cortes, permitirá uma fratura eminente em vendavais ou colisão com
veículos, por exemplo.
Conheça agora as razões para não
se fazer poda drástica.
Consequências da poda drástica
a) Perda de reservas
energéticas do vegetal
Em espécies de folhagem caduca, a
remoção completa da copa da árvore (poda drástica) retira da planta as reservas
energéticas que ajudariam a mantê-la durante o inverno, uma vez que nesse
período ela se apresenta sem folhas e consequentemente não realiza
fotossíntese, além desses nutrientes serem muito importantes também no período
pós-inverno, quando a planta sai da dormência e começa a brotar. As folhas
armazenam pequenas quantidades de reservas, mas o desequilíbrio se dá não pela
perda foliar, mas sim dos ramos que contêm as gemas para as quais foram
translocados os nutrientes das folhas, já que essas cairiam por se tratar de
uma espécie caducifólia. O cinamomo, especialmente, aparenta ser melhor
adaptado a este tipo de poda, na opinião de leigos, mas isto se deve, na
verdade, à sua rapidez de crescimento.
b) Perda do equilíbrio
estético
As podas devem ser feitas levando
em conta a beleza resultante do serviço. Não deve-se mutilar o vegetal de forma
a deixá-lo feio, deturpando sua arquitetura de copa. Não se resolve, assim, um
dos motivos típico da poda drástica (controlar altura da árvore), pois em
alguns anos a árvore retomará a altura que tinha, sem nunca mais voltar a ter a
beleza e naturalidade características da espécie.
c) Apodrecimento do lenho
Outra conseqüência da poda mal
feita é o apodrecimento do lenho nos casos de cortes de grandes proporções, ou
em tocos restantes. Estes lenhos recebem umidade e o ataque de fungos e
insetos, sofrendo necroses muitas vezes profundas, principalmente se a árvore
possuir uma madeira muito fraca e porosa, como as aleluias, manduiranas,
cinamomos, tipuanas, etc.
d) Morte do vegetal
Em espécies não tolerantes ao
procedimento drástico de poda, pode acontecer a morte certa da árvore, como já
verifiquei em cerejeiras, grevílea e outras plantas de crescimento lento.
e) Dano, lesão, maltrato da
planta: Crime ambiental
O hábito da poda drástica deve
ser coibido com todas as forças pelo Poder Público, ONGs de proteção
ambiental e a opinião pública. Por tudo o que foi explicado acima, é muito
fácil entender que a poda drástica causa muitos males ao vegetal. Em se tratando
de árvores da via pública, ou seja, árvores ou plantas do patrimônio público, o
problema aumenta, visto que se caracteriza como Crime Ambiental. Isso é muito
sério, pois o autor de crimes ambientais responderá civil, penal e
administrativamente pelo seu ato.
A prática da poda drástica
infringe o artigo 49 da Lei Federal n° 9605/98 (Lei dos Crimes Ambientais):
“Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de
ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia.”a Pena é
de três meses a um ano, ou multa. Se for aplicada a multa, esta será de R$
100,00 a R$ 1.000,00 por árvore, conforme previsto no artigo 56 do Decreto
Federal nº 6.514/2008.
Apesar da opinião de alguns
juristas de que a poda drástica não constitui crime, felizmente a maioria deles
tem a clareza para entender que sim, é um crime intervir negativamente em
plantas de ornamentação.
Mesmo que não cause a morte do
vegetal, a poda anual drástica reduz sua vida útil, degrada seu estado
fitossanitário e colide com um direito difuso, ao intervir em um bem coletivo
(a arborização urbana). Este bem coletivo tem como funções melhorar a qualidade
de vida no meio urbano, ao promover sombreamento, conforto térmico no verão,
barrar ventos, sustentar a fauna urbana, especialmente a avifauna, colorir a
paisagem urbana durante as floradas e frutificações, e, subjetivamente,
perpetuar a noção de respeito à vida em suas mais variadas formas.
Algumas indagações para fazer
pensar
1) Se o que querem é sol no
inverno e sombra no verão, sem sujeira ou trabalho, não seria melhor usar um
toldo?
2) A pessoa que reclama das
folhas ou sombra no inverno é hipócrita a ponto de estacionar seu veículo na
sombra durante o verão?
3) Se uma árvore é podada
anualmente pela mesma razão, não seria mais racional e econômico ao Poder
Público fazer a substituição do exemplar por outro de espécie tecnicamente
adequada à situação local?
4) Prefeituras que realizam
a poda drástica como técnica vigente devem ser consideradas criminosas ambientais
e serem punidas devidamente?
5) Se as árvores dependessem
da poda anual, como se explica que as florestas sobrevivem muito bem sem a
presença humana? Será que há equipes de “seres mágicos”, como duentes
podadores?
6) Você, praticante da poda,
considera uma árvore um ser vivo?
7) Se você planta um
ipê-roxo, por que esperar que ele fique do tamanho de uma pitangueira?
8) Será que uma tradição
penosa pode prevalecer diante de conhecimentos técnicos embasados em
experiência e observação prática, que dizem o contrário?
9) Se a razão da poda é
visibilidade de letreiros, placas e vitrines, não falhou o planejamento do
marketing visual? Apostar na proteção das árvores não seria um ponto a favor da
empresa, que pode aderir ao marketing verde?
Pense nisso!
Autor: Biólogo João Augusto
Bagatini
CRBio 41.808-03D
Responsável Técnico da
Arborização Urbana de Nova Prata, RS conduz o manejo vegetal urbano de uma das
cidades mais arborizadas no estado há 7 anos, sem adotar a poda drástica,
conseguindo aos poucos erradicar esta prática com a mudança de mentalidade da população.
quinta-feira, 8 de março de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Aspaff participa de seminário sobre Unidades de Conservação em Senhor do Bonfim - Ba.
No dia 02 de fevereiro, aconteceu
em Senhor do Bonfim - Ba, no auditório da Universidade Federal do Vale do São
Francisco - UNIVASF o I Seminário Bonfinense sobre Unidades de
Conservação da Natureza.
Representando a Aspaff e o Comitê
da Bacia Hidrográfica do Rio Itapicuru, Richard Silva esteve presente e achou o
evento muito positivo, onde houveram diversas discussões sobre a necessidade de
criar novas Unidades de Conservação na Região, por se tratar de um instrumento
de extrema importância para preservação e conservação da natureza, bem como dos
recursos hídricos, assim como orientações para a criação destas unidades.
Aproveitando a oportunidade,
Richard Silva falou sobre a criação de novas Unidades de Conservação na região,
a exemplo das RPPNs criadas recentemente na região de Jacobina, o que considera
importante para a preservação dos recursos naturais local. Ele também apresentou para todos os presentes o atual momento
crítico que vem passando a Cachoeira Véu de Noiva com os impactos ambientais,
sugerindo também que seja criado uma Unidade de Conservação para proteção daquela localidade. Com este
propósito e perspectivas futuras, Richard Silva pediu apoio a UNIVASF para
solucionar os problemas relacionados aos impactos ambientais na cachoeira Véu de Noiva, tendo uma resposta
positiva por parte da instituição que se dispôs a colaborar no que for
necessário.
A professora Maria Otávia
Crepaldi anunciou na reunião que a Universidade foi recentemente contemplada em
uma chamada pública junto a Unidades de Conservação e estará realizando as
atividades do projeto junto ao Parque Estadual das Sete Passagens onde estarão
previstos também cursos e oficinas com até 100 horas aula, entre elas oficina para formação de Agentes
Ambientais que moram em torno da unidade. Já o Professor Gustavo Negreiros, que
também é membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapicuru falou sobre a
criação da APA Serra da Jacobina que já está sendo discutido no Comitê e a
importância que ela tem pela disponibilidade hídrica e pela necessidade de
preservar estes mananciais, considerada como a Caixa D´água da Bahia.
Fazendo parte da programação,
alunos da UNIVASF também apresentaram trabalhos referentes a Unidades de
Conservação na região, entre eles foram apresentados trabalhos relacionados a
Reserva Particular de Patrimônio Natural – RPPN Maria Maria, localizada no
município de Saúde – Ba, como também métodos de avaliação das Unidades de
Conservação, apresentado também pelo Professor Doutor Marco Aurélio Rodrigues
que apresentou o método RAPPAM. - Método para Avaliação Rápida e a
Priorização da Gestão.
Realizado pela UNIVASF, Reconecta
e GEMA, o evento contou com a presença de representantes das Secretarias de
Educação e Cultura, Agricultura e Meio Ambiente do município de Saúde, gestores
da RPPN Maria Maria e ONG Ekokatu - Meio ambiente e Sustentabilidade e também
representantes dos municípios de Senhor do Bonfim e Jacobina com a Secretaria
de Meio Ambiente e ASPAFF Chapada Norte e outras representatividades.
No final do seminário a
Professora Maria Otávia Crepaldi doou para a Aspaff livros para
fazerem parte do acervo da Biblioteca Miguel Gomes de Oliveira, localizada na
Casa de Cultura Pedro José da Silva em Itaitu.
ASCOM/Aspaff
domingo, 18 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Aspaff participa de intercâmbio cultural em Itaitu
Ainda fazendo parte das
atividades da Aspaff no mês de janeiro, aconteceu no Disitrito de Itaitu,
localizado a 25 Km de Jacobina, Centro Norte da Bahia, um Intercâmbio Cultural entre
o Projeto Rede Cultural do Licuri de Serrolândia e o Ponto de Cultura EcoArte
Itaitu.
A programação contou com um bate papo nas dependências da Casa de Arte e Cultura Pedro José da Silva sobre Educação Ambiental e a necessidade emergente de preservar os recursos hídricos da região, uma vez que a comunidade de Serrolândia é abastecida também com as águas da Barragem de Cachoeira Grande, onde parte das nascentes se encontram localizadas nas Serras da região de Itaitu. Além disso, os participantes que vieram na caravana para o intercâmbio enfatizaram a importância de manter viva a cultura do licuri que para muitos provem rendas para as comunidades e servem também como fonte de alimentação, contando muitos causos.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Aspaff realiza confraternização de final de ano
![]() |
| Roda de conversa com temática ambietal |
A ASPAFF - Associação de Ação Social e Preservação das Águas Fauna e Flora da Chapada Norte realizou no dia 16 de dezembro (sábado) a sua confraternização de final de ano nas dependências da Reserva Particular de Patrimônio Natural - RPPN Maria Maria no município de Saúde-Ba.
O evento contou com uma programação diversificada incluindo uma roda de conversa com temas ambientais e unidades de conservação, almoço coletivo/compartilhado, banho de rio no poço calado, visita à atrativos naturais como a Pedra Santa, com o espírito de muita confraternização e lazer. Ainda, dentro da programação todos foram surpreendidos por uma exposição fotográfica do Professor Valter de Oliveira com fotos do Ribeirão, que gentilmente foram distribuídas à todos os presentes ao escolher cada foto.
No final, foi feito uma avaliação do evento por todos e uma reflexão sobre a importância da preservação do meio ambiente e dos recursos hídricos, onde todos puderam se expressar e no final um abraço coletivo em meio a natureza.
Agradecemos à todos os participantes e à Marcia Costa, Gestora da RPPN Maria Maria por proporcionar à todos um excelente dia, parabenizando-a também pelo excelente trabalho realizado em prol da preservação ambiental e dos recursos hídricos da região.
No final, foi feito uma avaliação do evento por todos e uma reflexão sobre a importância da preservação do meio ambiente e dos recursos hídricos, onde todos puderam se expressar e no final um abraço coletivo em meio a natureza.
Agradecemos à todos os participantes e à Marcia Costa, Gestora da RPPN Maria Maria por proporcionar à todos um excelente dia, parabenizando-a também pelo excelente trabalho realizado em prol da preservação ambiental e dos recursos hídricos da região.
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| Banho no poço calado |
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| Momentos de descontração e lazer |
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| Exposição fotográfica |
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Alunos do curso de Geografia Campus Serrinha visitam Itaitu
No dia 08 de dezembro a Aspaff Chapada Norte recebeu os
alunos do curso de Geografia e professores da UNEB campus Serrinha - Ba, que vieram fazer um intercâmbio no território Piemonte da Diamantina.
A
programação contou com uma visita na cachoeira das Arapongas localizada no
Parque Estadual das Sete Passagens e no final da tarde aconteceu nas dependências da Casa de Cultura Pedro José da Silva, onde a Aspaff desenvolve as ações do Ponto de Cultura EcoArte Itaitu um bom bate papo sobre Educação Ambiental, Bacias Hidrográficas, Preservação das Nascentes, entre
outros assuntos. Na oportunidade todos compraram e levaram de lembrança cartões postais
do Ponto de Cultura EcoArte Itaitu e jornais informativos.
No mesmo dia pelo período da manhã, os alunos visitaram o município de Serrolândia - Ba onde tiveram a oportunidade de conhecer fábricas de bolsas naquela comunidade.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Ministério Público pede criação de Unidade de Conservação em sítio histórico na Chapada Diamantina
O Ministério Público estadual
pediu, em ação civil pública ajuizada ontem, dia 22, que a Justiça determine a
criação de uma Unidade de Conservação estadual na Serra das Figuras, localizada
na divisa de Jacobina, Saúde, Mirangaba e Caém, região do Piemonte da Chapada
Diamantina. Segundo a ação, no local existe um sítio histórico, cultural,
ambiental, arqueológico e paisagístico, que se estende pelos quatro municípios,
reconhecido pelo próprio Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
(Ipac).
Os autores da ação, promotores de
Justiça Pablo Almeida, Cristina Graça e Mireli Moreschi, afirmam que o sítio
constitui “importante testemunho da história do ciclo econômico da exploração
do ouro e das pedras preciosas na Bahia, as quais, todavia, estão em completo
abandono por reiteradas omissões estatais”. Eles também apontam que estudos
arqueológicos comprovaram a existência de ruínas das casas da Vila de São
Miguel das Figuras e, inclusive, da Igreja de São Miguel Arcanjo (ou das
Figuras), que datam de 1755.
Segundo relatório do Ipac, citado
na ação, a Igreja e a Vila foram fundadas pelo bandeirante e garimpeiro Romão
Gramacho, que explorava ouro na região, onde também residia. Conforme os
promotores, a Igreja permaneceu em estado razoável de preservação até 1980,
quando passou a sofrer processo de deterioração. No sítio, também foram
identificados achados arqueológicos, como um urna funerária indígena. Além
disso, afirma a ação, diagnóstico ambiental da região mostra que “mais de 76%
da área encontra-se preservada sob a perspectiva da flora, bem como indica a
presença de 151 espécies de animais no local, das quais três são ameaçadas de
extinção, dentre eles a jaguatirica”.
O MP pede concessão de decisão
liminar para que o Estado da Bahia, o Ipac e o Instituto do Meio Ambiente e
Recursos Hídricos (Inema) iniciem, em até 30 dias após a decisão, trabalhos de
proteção, recuperação e preservação do sítio da Serra das Figuras, com
disponibilização de seguranças para proteger o local 24 horas por dia,
instalação de sistema de videomonitoramento, fixação de placas sinalizadoras
para indicar e educar sobre o valor patrimonial do local e promoção das
reparações mais urgentes para evitar maior deterioração das ruínas. É pedido
também que, além da criação da Unidade de Conservação, seja constituído
consórcio público entre o Estado e os quatro Municípios para proteção do sítio
arqueológico.
Redator:
George Brito (DRT-BA 2927)
Cecom/MP - Telefones: (71)
3103-0446 / 0449 / 0448 / 0499 / 6502
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
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