Fotos : ASPAFF EM AÇÃO

sábado, 9 de setembro de 2017

CANDIDATOS CONVOCADOS PARA ENTREVISTA DO PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO – EDITAL 01/2017 – ASPAFF CHAPADA NORTE

A ASPAFF Chapada Norte convoca candidatos abaixo relacionados, conforme ANEXO II, para Entrevista do PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO do Ponto de Cultura EcoArte Itaitu. Os candidatos deverão comparecer as 14h:30min. do dia 10 de setembro de 2017 na Casa de Cultura Pedro José da Silva, munidos de canetas esferográficas preta ou azul.




ANEXO II

CANDIDATOS CONVOCADOS PARA ENTREVISTA DO PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO – EDITAL 01/2017 – ASPAFF CHAPADA NORTE

DELEON ANJOS DA SILVA
EDIVÂNIO ALMEIDA GOMES
ROBÉRIO SILVA DOS SANTOS
TAINÁ VITÓRIA CAMPOS ARAÚJO
TARCÍSIO NASCIMENTO LUIZ
WEVERTON BRITO SAMPAIO

Jacobina, 08 de setembro de 2017.

Richard Ferreira da Silva
Presidente – ASPAFF Chapada Norte

Elaine Freitas Almeida Miranda
Coordenadora Técnica – Ponto de Cultura EcoArte Itaitu

terça-feira, 5 de setembro de 2017

PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO - PRORROGAÇÃO DE PRAZOS



A ASPAFF Chapada Norte comunica a alteração do ANEXO I do Edital 01/2017 informando novos prazos (cronograma) do PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO do Ponto de Cultura EcoArte Itaitu.

ANEXO I

CRONOGRAMA PROVISÓRIO DO PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO 01/2017


Data
Evento
01/09/2017 a 08/09/2017
Período de Inscrição
09/09/2017
Convocatória para Entrevista
10/09/2017
Entrevista
11/09/2017
Resultado Final e convocatória para contratação
12/09/2017
Início do Voluntariado

Richard Ferreira da Silva
Presidente – Aspaff Chapada Norte

Elaine Freitas Almeida Miranda
Coordenadora Técnica – Ponto de Cultura EcoArte Itaitu

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Governo recua sobre a Renca e promete abrir debate com a sociedade

Na noite desta quinta-feira (31), o Ministério das Minas e Energia (MME) divulgou uma nota em que informa a decisão do governo Temer  de “paralisar todos os procedimentos relativos a eventuais direitos minerários na área da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca)” – entre os estados do Pará e Amapá.

Segundo a nota, “a partir de agora o Ministério dará início a um amplo debate com a sociedade sobre as alternativas para a proteção da região. Inclusive propondo medidas de curto prazo que coíbam atividades ilegais”.

 Estima-se que quase dois mil garimpeiros ilegais atuem na região.

“Essa iniciativa se dá em respeito às legítimas manifestações da sociedade e a necessidade de esclarecer e discutir as condições que levaram à decisão de extinção da Renca”, segue a nota do MME.

O governo se compromete ainda de, no prazo de 120 dias, apresentar conclusões  sobre o debate e eventuais medidas de promoção do desenvolvimento sustentável na região.

É uma vitória do movimento ambientalista.

Em julho deste ano, o WWF-Brasil denunciou a medida, antecipando a decisão do governo de destravar a Renca. A partir daí, um movimento em defesa da floresta e das áreas protegidas tomou conta do país e ganhou dimensão internacional.

“O recuo é sinal de que o governo entendeu o recado de que não pode fazer o que bem entende na Amazônia sem antes ouvir a sociedade. A Amazônia é um patrimônio nacional e cabe ao Estado o dever constitucional de protegê-lo e não simplesmente entregá-lo à iniciativa privada”, disse Jaime Gesisky, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil.

O especialista alerta, no entanto, que a nova decisão do governo não significa ainda que será revogado o decreto que extinguiu a Renca, permitindo a mineração industrial na região, rica em minérios como tântalo, ouro, e claro, o cobre.

“Apesar do forte apelo econômico, o desenvolvimento da atividade minerária pode trazer impactos indesejáveis para as áreas protegidas inseridas na Renca, tais como explosão demográfica, desmatamento, comprometimento dos recursos hídricos, perda de biodiversidade, acirramento dos conflitos fundiários e ameaça a povos indígenas e populações tradicionais”, disse Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

A Renca engloba nove áreas protegidas: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá, a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d`Este.

A decisão de abrir a Renca para a mineração também está sendo contestada na Justiça.

Nesta semana, o o juiz federal, Rolando Spanholo, da 21ª Vara do Distrito Federal concedeu uma liminar a uma Açào Civil Pública que suspende o decreto do governo, o que já deixava paralisados os atos administrativos com a finalidade de permitir a exploração dos recursos minerais existentes na região.

No despacho, o juiz alegou que a decisão sobre a extinção não poderia ter sido tomada sem apreciação do Congresso, que deveria editar lei para tratar do assunto.O Ministério Público Federal do Amapá também move ação contra a abertura da Renca.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

EDITAL 01/2017 - PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO  - ASSOCIAÇÃO DE AÇÃO SOCIAL E PRESERVAÇÃO DAS ÁGUAS, FAUNA E FLORA DA CHAPADA NORTE – ASPAFF CHAPADA NORTE

A ASSOCIAÇÃO DE AÇÃO SOCIAL E PRESERVAÇÃO DAS ÁGUAS, FAUNA E FLORA DA CHAPADA NORTE – ASPAFF CHAPADA NORTE, vem, por meio do presente edital, comunicar a abertura do PROCESSO SELETIVO DE VOLUNTÁRIO 2017, para o preenchimento das vagas existentes, destinadas a jovens de 14 a 21 anos, moradores do distrito de Itaitu-Jacobina-Bahia.

DO OBJETIVO

O presente processo é destinado à seleção de voluntários para atuar na Casa de Cultura Pedro José da Silva.
a) O Estudante deve estar matriculado em uma Instituição de Ensino;
b) O Estudante deve ter idade entre 14 e 21 anos e ser morador do distrito de Itaitu/Jacobina/BA.
c) O Estudante deve ter disponibilidade de tempo para desenvolver atividades em turno oposto ao curso, inclusive aos finais de semana (horários a combinar), e no Festival EcoArte Itaitu, realizado pelo Ponto de Cultura ASPAFF Chapada Norte.

1.1 O voluntário terá como atribuição:
Desenvolver atividades de rotina administrativa da Casa de Cultura Pedro José da Silva, bem como participar das oficinas promovidas pela Instituição, elaborar relatórios, participar de reuniões, manusear, guardar e zelar os equipamentos do patrimônio da ASPAFF Chapada Norte e da Casa de Cultura Pedro José da Silva, participar da produção do Festival EcoArte Itaitu 2017.

2. DA VAGA

2.1 O presente processo seletivo resultará no preenchimento das seguintes vagas:
a) Voluntário administrativo: 3 (três) vagas, com duração de 30 dias;
2.2 Os demais selecionados comporão cadastro de reserva com validade até 31 de dezembro de 2018.

3. DO RESSARCIMENTO DE DESPESAS

3.1 O voluntário terá direito a bolsa auxílio para o ressarcimento de suas despesas no valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) mensal;

4. DA DURAÇÃO E CARGA HORÁRIA DO VOLUNTARIADO

4.1 O voluntariado terá duração de 1 mês, podendo ser prorrogado por igual período.
4.2 O voluntariado poderá ser rescindido a qualquer tempo pela ASPAFF ou pelo(a) voluntário (a).
4.3 O voluntariado terá carga horária de 30 (trinta) horas semanais, em comum acordo entre as partes.

5. DAS INSCRIÇÕES

5.1 Documentos para a Inscrição:
a) Currículo;
5.2 A não observância dos requisitos estipulados no item 1, implicará na desconsideração do currículo enviado e automática exclusão do candidato da seleção.
5.3 O currículo para inscrição poderá ser manuscrito e deverá ser entregue na Casa de Cultura Pedro José da Silva, dirigidos à Comissão de Avaliação da ASPAFF Chapada Norte.
5.4 As inscrições serão realizadas entre os dias 01/09/2017 e 04/09/2017, na Casa de Cultura Pedro José da Silva, em horário de expediente.

6. DA ENTREVISTA

6.1 Após análise curricular, serão convocados por meio de convocatória divulgada no blog da ASPAFF Chapada Norte (www.aspaffchapadanorte.blogspot.com) e nos murais da Casa de Cultura Pedro José da Silva e Colégio Crescenciano Fernandes Pires, 12 candidatos para a entrevista.
6.2 A entrevista ocorrerá na Casa de Cultura Pedro José da Silva, no dia 06/09/2017, em horários pré-estabelecidos divulgados na convocatória.
6.3 A entrevista será de caráter classificatório, exclusivamente.
6.4 Na entrevista será avaliada apresentação, articulação, proatividade, experiência e conhecimento de informática.

7.DISPOSIÇÕES GERAIS

7.1 O resultado final será divulgado no blog da ASPAFF Chapada Norte e murais do Colégio Crescenciano Fernandes Pires e Casa de Cultura Pedro José da Silva.
7.2 Neste processo considera-se as disposições da Lei do Voluntariado 9.608 de 18 de Fevereiro de 1998.            

Jacobina, 31 de agosto de 2017.



Richard Ferreira da Silva
Presidente – ASPAFF Chapada Norte

Elaine Freitas Almeida Miranda
Coordenadora Técnica – Ponto de Cultura EcoArte Itaitu


ANEXO I

CRONOGRAMA PROVISÓRIO DO PROCESSO SELETIVO DE ESTÁGIO 01/2017


Data
Evento
01/09/2017 a 04/09/2017
Período de Inscrição
05/09/2017
Convocatória para Entrevista
06/09/2017
Entrevista
08/09/2017
Resultado Final e convocatória para contratação
11/09/2017
Início do Voluntariado



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte
ASPAFF CHAPADA NORTE

Utilidade Pública Municipal - Lei nº 993/2010
Utilidade Pública Estadual - Lei nº 12.847/2013

CONVOCATÓRIA

O Presidente da Associação de Ação Social e Preservação das Águas, Fauna e Flora da Chapada Norte - ASPAFF CHAPADA NORTE, vem por meio deste, CONVOCAR os membros da Diretoria Administrativa, Conselho Fiscal e todos os associados com ficha, para reunião extraordinária, a realizar-se no dia 03 de agosto de 2017 (Quinta Feira), às 19:00 horas, na sala de Reuniões do Centro Cultural de Jacobina, situado na Rua Melchior Dias, nº 21, Centro, Jacobina – BA, para discussão da seguinte pauta:

1. Pagamento da mensalidade e analise do quadro de associados;

2. Análise e avaliação das ações dos membros Diretores e membros do Conselho Fiscal após um ano da atual gestão;

3. Construções Civis nas imediações do Condomínio Motinha;

4. Campanha contra incêndios florestais no Piemonte da Diamantina;

5. Discursão e encaminhamentos para conhecimento dos laudos sobre análise da água do Rio Itapicuru após possível vazamento de efluentes industriais no mês de abril;

6. Definição do local para realização do Dia Internacional da Animação 2017;

7. Ponto de Cultura Aspaff Chapada Norte;

8. O que ocorrer.

Jacobina - BA, 27 de julho de 2017.

Richard Ferreira da Silva
Presidente da ASPAFF CHAPADA NORTE

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Resolução da ANA reduz ainda mais a vazão do São Francisco

Texto: Delane Barros

A vazão do rio São Francisco será reduzida imediatamente na região do Baixo, até o dia 30 de novembro. A decisão, tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Águas (ANA), está publicada na edição desta terça-feira (18 de julho) do Diário Oficial da União (DOU). De acordo com o texto oficial, deverá ser aplicada uma vazão média diária de 550 metros cúbicos por segundo (m³/s) e instantânea, de até 523 m³/s. A medida determina que a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela regulação dos reservatórios de Sobradinho, na Bahia e de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, deverá apresentar relatório com descrição dos resultados observados, num prazo máximo de dez dias.

A ANA argumenta que a medida foi tomada devido às condições hidrológicas desfavoráveis, registradas na bacia do São Francisco. A cada semana, a agência federal realiza reunião para analisar os efeitos da estiagem que atinge a bacia desde 2013. Ontem, durante a reunião, a informação era a de que a autorização para reduzir a defluência estava pendente de autorização por parte do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Na reunião, realizada em Brasília (DF) e transmitida por videoconferência para os estados da bacia, houve o relato de dificuldade na captação de água na região do Baixo São Francisco. Técnicos da Petrobras comunicaram a dificuldade devido ao alto teor de salinidade registrada na foz do chamado rio da integração nacional.

Ainda durante a reunião, os técnicos do setor elétrico explicaram que a vazão reduzida também objetiva evitar que os reservatórios de Sobradinho e Xingó cheguem ao chamado volume morto. A ANA argumenta na decisão publicada no Diário Oficial que a medida visa garantir os usos múltiplos da bacia.

domingo, 25 de junho de 2017

Caravana Agroecológica vai passar por seis municípios do Submédio do São Francisco


Refletir sobre modelos de desenvolvimento e sistemas agroalimentares a partir de elementos comuns a uma bacia hidrográfica. Esse é o objetivo da “Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano: nos caminhos das águas do São Francisco”, que tem início na próxima segunda-feira (26), em Juazeiro (BA). O grupo de 70 pessoas, que fará parte da Caravana, também tem como proposta dar visibilidade a denúncias, conflitos e experiências de resistência e organização de comunidades dos seis municípios que serão visitados.

No primeiro dia da Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano, os participantes vão se reunir, em Juazeiro, para um momento de integração e reflexão sobre a região do Submédio do São Francisco. No dia seguinte, a Caravana vai se dividir em duas rotas, uma com destino aos municípios de Campo Formoso e Jacobina; e outra, que passará por Casa Nova, Remanso e Campo Alegre de Lourdes. Durante três dias, integrantes de movimentos e entidades populares, universidades, centros de pesquisas e órgãos públicos vão vivenciar diferentes realidades e contrastes do Semiárido baiano.

Seis eixos orientaram a construção das rotas da Caravana: os impactos da mineração, conflitos fundiários, conflitos por água, uso e impactos de agrotóxicos, experiências agroecológicas e resistências comunitárias. Para Manoel Ailton Rodrigues, integrante do Movimento Quilombola e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, é de suma importância os locais escolhidos para a realização da Caravana. “Os impactos nas bacias do rio Salitre e do entorno do Lago de Sobradinho são os objetivos da Caravana Agroecológica. Sem dúvida, ela vai fortalecer a luta dos respectivos comitês”, afirma.

Comunidades tradicionais, como quilombolas, pescadores e fundos de pasto também estão incluídas nas rotas dos caravaneiros/as. Como parte da programação, acontecerá, no dia 28 pela manhã, o Seminário: “Ameaça aos Territórios Tradicionais”. A atividade será realizada no salão da Colônia de Pescadores de Casa Nova e é aberta a toda a população. “A programação está bastante rica, convidamos todas comunidades por onde a Caravana estará passando para participar com a gente. Várias pessoas de diversas organizações estarem juntas em uma caravana ajuda a gente a reconhecer os desafios para além da própria comunidade ou organização, nos permitindo um olhar de mais amplo para o território onde estamos”, ressalta o sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e integrante da coordenação da Caravana, André Búrigo.

A Caravana Agroecológica tem como diferencial a produção de um diagnóstico sobre o Submédio do São Francisco a partir de trocas e saberes coletivos e uma análise crítica composta por olhares de pesquisadores, comunidades, técnicos e integrantes de movimentos populares. Como resultado, espera-se realizar e reforçar denúncias de violações de direitos e contribuir para a atuação do Ministério Público da Bahia, pressionar por políticas públicas e sociais, fortalecer a luta de comunidades tradicionais e divulgar experiências agroecológicas e de Convivência com o Semiárido. Uma carta política e um documentário também serão produzidos a partir da Caravana.

“A vivência da Caravana já é um grande resultado. É uma aposta de que devemos e pudemos caminhar juntos, construindo convergências nas ações”, diz Búrigo. As Caravanas Agroecológicas têm sido realizadas por todo o Brasil desde 2013, como estratégia de mobilização de diferentes atores sociais. A do Semiárido Baiano vem sendo construída desde agosto do ano passado, com a participação de cerca de 30 organizações dos âmbitos federal, estadual e que atuam na região do Submédio do São Francisco. O encerramento da Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano será realizado no dia 30, no Espaço Plural da Univasf, em Juazeiro.

Luna Layse Almeida - Comunicadora Popular
ASCOM/COFASPI


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estudo do WWF-Brasil revela que Bahia tem 48 áreas que precisam de ações urgentes de conservação ou recuperação

O mapeamento também indica que há atualmente mais de 2.900 espécies de animais e plantas que necessitam de ações de conservação

Um mapeamento realizado pelo WWF-Brasil e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia (SEMA-BA) revela que existem atualmente 336 áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em ambiente terrestre e marinho: 48 delas precisam de ações urgentes de conservação e ou recuperação; 84 foram classificadas como de prioridade muito alta de conservação e ou recuperação e 204 de importância alta. “O desmatamento e a construção de hidrelétricas são os grandes causadores dos problemas nessas áreas”, afirma Paula Hanna Valdujo, especialista em conservação do WWF-Brasil.

O estudo, lançado hoje por meio de uma plataforma online, mostra detalhadamente as etapas e os resultados do processo de identificação dessas áreas, que totalizam pouco mais de 266 mil km², ou 47% do estado da Bahia. Desse total, considerando apenas as áreas naturais, as áreas prioritárias cobrem apenas 27% do território do estado.

As áreas foram classificadas quanto às ações de conservação: criação ou ampliação de Unidades de Conservação (UC’s) (57 áreas), compensação ambiental (248 áreas), proteção a recursos hídricos (248 áreas), fomento a atividades econômicas sustentáveis (226 áreas) e inventários biológicos (245 áreas). Essas áreas foram definidas para conservarem mais de 2.900 espécies de animais e plantas.

Além de espécies, também foram consideradas áreas relevantes para conservação dos recursos hídricos, com ênfase em áreas com alta densidade de nascentes e importantes para abastecer reservatórios e aquíferos. “Vivemos um momento de escassez de água em todo o país e a Bahia, especialmente por conta do semiárido, enfrenta essa situação devido a causas naturais, mas que vêm se agravando por conta do uso desordenado dos recursos hídricos”, explica Paula. “O nosso mapeamento identificou áreas que vão contribuir para o aumento da qualidade da água, ou seja, identificamos áreas que já não podem ser desmatadas ou que devem ser restauradas”, continua a especialista. “Isso porque o desmatamento causa erosões, assoreamento e poluição dos rios. Ao restaurar a vegetação, a qualidade da água melhora”, diz.

O estudo levou em consideração o risco de perda da integridade ecológica das áreas onde as espécies-alvo ocorrem, de modo que foram selecionadas áreas sob menor risco sempre que possível. Entretanto, como algumas espécies ocorrem apenas em regiões muito desmatadas, com infraestrutura estabelecida e alto risco ecológico, algumas áreas prioritárias demandam intervenção imediata, para garantir a conservação de tais espécies.

“A Bahia tem três biomas: Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica e espécies que só ocorrem em cada um deles. Portanto é necessário que todos sejam protegidos para em consequência preservar essas espécies”, diz Paula. “Esses resultados são muito importantes para nortear as ações de conservação propostas pela SEMA-BA, tais como políticas para proteção de recursos hídricos, criação de unidades de conservação e o estabelecimento de cotas de reserva ambiental”, afirma a especialista.

O estudo 

O estudo foi realizado pelo Programa de Ciências do WWF-Brasil, por iniciativa da SEMA-BA e contou com a participação de mais de 160 pesquisadores e gestores, que contribuíram com informações sobre espécies, ameaças e oportunidades para conservação. As informações geradas foram sistema de suporte a decisão que simula diversos cenários para identificar as áreas de maior relevância para conservação, de forma a proteger a maior proporção possível das espécies, minimizando os conflitos com outros setores. Posteriormente, as áreas selecionadas foram avaliadas quanto aos seus potenciais, para indicação de ações de conservação.

Para acessar a íntegra do estudo, clique aqui: www.wwf.org.br/pscbahia


Colaboração de Giovanna Leopoldi, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/06/2017